Ancoradouro

 

 

agua

“É dia e o sol esconde-se

A natureza chora.

Eu, com ela pranteio

Sua chuva, lágrimas de tantos

 

Ao longe, ouço o trovão.

Tão perto, escuto uma voz.

Conforta-me! Folga-me!

Não temas, eu estou contigo.

 

Refugio-me ,abrigo-me,

A chuva deságua torrencialmente.

Quieto, silencioso,

Incólume permaneço, qual pássaro à fenda da rocha

 

A chuva precisa cair.

Eu, enquanto ela cai,

Necessito esperar”.