Ancoradouro

Visita ad limina

Você sabia que os bispos do mundo inteiro tem por obrigação visitarem o Papa de cinco em cinco anos? O nome desta visita é ad limina apostolorum, do latim, significa visita aos túmulos do Apóstolos, no caso Pedro e Paulo.

O objetivo da visita ad limina tem um significado muito especial, “o reforço das suas responsabilidades de sucessores dos apóstolos e da comunhão hierárquica com o sucessor de S. Pedro”. Cada bispo diocesano apresenta um relatório ao sumo pontíficie de tal que este visualize o andamento daquela porção da Igreja.

Para facilitar a visita, os bispos são organizados de acordo com as comissões nacionais e regionais. Atualmente encontra-se em visita ao Papa os bispos do Brasil, mais especificamente os que pertecem ao Regional Nordeste 1 e 4 do qual faz em parte o Ceará e Piauí.

No encontro de hoje no Castel Gandolfo quem fez a saudação inicial foi o arcebispo de Fortaleza D. José Antonio Aparecido Tosi Marques. No discurso o Papa Bento XVI falou sobre um dos principais desafios do Regional, o combate à insituição familiar.

Acompanhe o resumo do discurso do Papa Bento XVI.A Igreja – recordou – não se cansa de ensinar que a família tem o seu fundamento no matrimônio e no plano de Deus. Mesmo assim, a consciência difusa no mundo secularizado vive na incerteza mais profunda deste ensinamento, especialmente desde que as sociedades ocidentais legalizaram o divórcio. “O único fundamento reconhecido parece ser o sentimento ou a subjetividade individual que se exprime na vontade de conviver” – observou.

O número de matrimônios diminui, e aumentam as uniões de fato e os divórcios. Nessa situação, consuma-se o drama de tantas crianças, que são privadas do apoio dos pais. O papa criticou ainda a chamada “família alargada e móvel”, que multiplica os pais e as mães, e faz com que hoje a maioria dos que se sentem “órfãos” não sejam filhos sem pais, mas filhos que os têm em excesso.

A Igreja não pode ficar indiferente diante da separação dos cônjuges e do divórcio, acrescentou, pois os filhos precisam de referências extremamente precisas e concretas. A solução para isso é regressar à solidez da família cristã, “lugar de confiança mútua, de dom recíproco, de respeito da liberdade e de educação para a vida social”.

A seguir, o papa reitera que com toda a compreensão que a Igreja possa sentir face a tais situações, não existem casais de segunda união. A segunda união é irregular e perigosa, advertiu o pontífice.

Para ajudar as famílias, é preciso propor as virtudes da Sagrada Família: a oração, a laboriosidade e o silêncio. “Desse modo, encorajo os vossos sacerdotes e os centros pastorais das vossas dioceses a acompanhar as famílias, para que não sejam iludidas e seduzidas por certos estilos de vida relativistas, que as produções cinematográficas e televisivas e outros meios de informação promovem.”

Bento XVI disse confiar no testemunho daquelas famílias que sabem perdoar uma ofensa, acolher um filho que sofre, e iluminar a vida do outro, mesmo fraco ou diminuído. “É a partir de tais famílias que se há de restabelecer o tecido da sociedade” – conclui.

Plugado do site da Rádio Vaticano.

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