Ancoradouro

Ódio e Vingança Incentivados em Quadro de Programa de Tv de Forma Lúdica

Tenho uma grande dificuldade, a de manter-me assitindo um único canal por muito tempo. Eu sou adepto do “zapeamento” a procura de um programa interessante. Isso associado à minha paixão por comunicação e midias em geral me dá um saldo positivo, pois procuro visualizar a programação de um modo geral.

Ao estudar sobre Televisão torna-se claro o poder de influência deste meio. A mensagem audio-visual tem um impacto forte sobre o telespectador, por isso tudo na Tv é pensado, repensado, nada está no ar a troco de coisa nenhuma. Cada ângulo, gesto, cor, tomada tem um razão de ser, objetiva desempenhar uma persuação.

A Tv brasileira oferece a seu público um programação cada vez mais deficitária de valores e mensagem de qualidade, contradizendo-se com sua produção arrojada e milionária.

Na tarde de hoje ,(31), assisti, ao zapear, um quadro no programa Melhor do Brasil, Rede Record que me deixou inquieto até escrever estas linhas. Já estava no final do quadro, por isso minha descrição vai ser a partir apenas deste ponto que observei.

O prêmio do quadro era uma moto muito bonita e nova colocada sob holofotes no meio do cenário  primoroso. Venceu o quadro uma moça, muito inteligente por sinal. A etapa final do concurso consistia no seguinte: A participante teria que responder a quatro perguntas (de conhecimento geral relacionadas à cor vermelha).

A cada resposta errada da moça acarretava uma penalidade, a destruição de sua moto em série e isso feito por participantes que disputaram e perderam o jogo para ela. Quebrar os faróis, rasgar o banco com o estilete, banhar a moto de tinta e destruir o painel era o preço por pergunta errada.

Das quatro perguntas a moça acertou duas e teve duas penalidades aplicadas ao seu móvel. Agora o que achei de extremo mau gosto foi a  instigação do apresentador às pessoas que perderam o jogo quando tinham que aplicar o castigo na moto da moça.

Quadros como esses instigam ao ódio, à vingança, faz aflorar sentimentos nocivos e um meio que deveria fomentar os valores contrários, deliberadamente investe milhares de reais em maquiar o mal e transmiti-lo como algo bom, aceitável, risório e plástico.

E aí, o que podemos fazer? Fica a dúvida à qual  todos deveriam dar uma resposta.