Ancoradouro

A Paz é uma Pessoa

O que leva um homem raptar, violentar e matar uma criança de 5 anos? Que sentimentos move uma mãe a, depois de  ter seu bebê, embrulhá-lo num jornal e jogá-lo pelo duto de lixo do 5o andar de seu prédio? Que desejos impulsionam um pai  se unir a uma mãe de santo e cravar 40 agulhas no corpo de uma criança?

As perguntas acima não nos podem oferecer respostas justificáveis. Indicam, no entatnto, que vivemos numa sociedade que se torna cruel dia após dia. A barbárie dos crimes recentes  e  o alvo destes desnudam a situação  imoral e violenta contra a vida em um dos seus estágios mais indefesos.

A raiz da violência encontra-se no coração humano. Cada vez mais distante de Deus e dos valores imutáveis a sociedade vive um período de antinomia, uma crise séria que compromete a sadia vivência em comunidade. O medo do outro que poderíamos sintetizar na expressão de Tomás Hobbes, “o homem é o lobo do próprio homem”, não parece distante de nossa realidade.

No entanto, em meio ao lodaçal, imbuidos pela força da esperança, acreditamos na força do amor e da justiça que nos dá como fruto a paz. A paz verdadeira, não a simples ausência de conflitos, a Paz que é uma pessoa, como nos ensina Paulo, o Apóstolo, A Paz que é Cristo.

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