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Quando Deus Morrerá?

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O  TT (Trending Topics), listagem dos termos mais utilizados pelos usuários do twitter nesta tarde de sexta-feira, tem no topo o nome Friedrich Nietzsche. Trata-se de um filósofo do século XIX, junto com Marx e Freud é considerado um dos mais controversos de sua época.

Nietzsche agourou em sua obra Assim falou Zarastruta a morte de Deus. Havia chegado a vez do homem, ou melhor, do super-homem  que ressuscitaria da sepultura. Filhos de pais protestantes o filósofo alemão abandonou a fé ainda na adolescência  e em outro livro, o Ecce Homo, afirma que o ateísmo é algo instintivo nele.

A nebulosa profecia de Nietzsche não se cumpriu dois séculos depois de sua morte. Outros pensadores de diversas correntes filosóficas engrossaram o presságio do óbtio divino, como Augusto Comté, positivista francês, das raízes da sociologia.

Ele dividia a humanidade em fases e tualmente o homem já havia superado a do mito, logo se encontrava  em plena condição de excluir  Deus de seu horizonte. O positivismo era apresentado como a resposta para o bem estar do homem e pretendia subsistir como resposta para todos os fenômenos.

Nem Nietzsche, nem Comtè acertaram sobre a morte de Deus. Ele continua vivo, diga-se de passagem, vivíssimo. As pessoas de nosso século são por demais religiosas, embora isso faça surgir outros problemas, como margem para o crescimento do pensamento New Age e florescimento de expressões epiritualistas inconsistentes.

Alguns ateus militantes empenham força, tempo e dinheiro para afirmarem sua convicção na inexistência de Deus. Richard Dawkins é o mais conhecido do momento. Foi ele o patrocinador da campanha anti-Deus publicada em alguns ônibus europeus, as faixas nas conduções diziam “Deus provavelmente não existe”.

A última investida de Dankins foi o Camp Quest, um acampamento realizado no Reino Unido para difundir o ateísmo entre as crianças. Nas atividades o tema religião foi desterrado e as crianças foram ensinadas a resistir qualquer tipo de doutrinação.

O biólogo Richard Dawkins trabalhará muito, gastará fortunas, publicará diversos livros, apoiará inúmeras campanhas mas não logrará êxito em seu objetivo, convencer o mundo que Deus não existe. Bem poderia investir seus recursos em causa mais nobre e beneficente a seus pares de espécie. Talvez seja a incredulidade em Deus que o torne cego diante da humanidade que padece a injustiça.

Assim temos como resposta à pergunta do título, um nunca, com tamanho de eternidade assim como Deus o é. Ele não morrerá, é o Vivente, como afirma a carta aos Hebreus o mesmo ontem, hoje e sempre.

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