Ancoradouro

Cosmética e Conteúdo do Matrimônio

Acontece  neste  fim de semana no Centro de Convenções de Fortaleza dois eventos relacionados a matrimônio. Um reúne expositores para venderem seus serviços para a realização de casamentos; o outro congrega as famílias para formá-las à base dos princípios cristãos.

O mercado dita que a celebração do casamento deve ser glamorosa, requintada, extravagante; o ensinamento cristão magistra a simplicidade e sobriedade como itens  essenciais na celebração matrimonial.

Os dois eventos apresentam ao público perspectivas diferentes de se ver o matrimônio. Um como cosmética, o outro como conteúdo. Um casal pode viver feliz sem que tenham tido  uma rica celebração matrimonial, sem os apetrechos e novidades que determina as exposições anuais, o contrário não é verdade.

Somos testemunhas de que muitos casamentos classificados de contos de fada, devido à sua celebração exuberante murcharam como as rosas que os enfeitaram; acabaram-se como a canção ao fim da festa.

Quando falta o conteúdo, a cosmética perde sua razão de ser.  Na sociedade do culto ao acessório, o essencial é preterido e as consequências são feridas que se abrem e chagam a sociedade como um todo.

Nesse binômio cosmétia-conteúdo o matrimônio é visto na primeira perspectiva como união meramente natural enquanto na segunda alcança o status de matrimônio. Quem pensa a união como cosmética preocupa-se apenas com a aparência;  no segundo modo de ver, o matrimônio é realidade que exige comprometimento com os valores e princípios que possam lhes assegurar estabilidade.

A celebração do matrimônio deve ser marcante, pois é ímpar seu significado, porém é errado reduzi-la à aparência. Suas raízes devem ser profundas a fim de solver a seiva necessária para robustecê-lo e sustentá-lo.

O festival dedicado aos noivos tem sua razão de ser, muito mais o congresso dedicado à formação das famílias. Conteúdo de qualidade é fundamental para garantir a estabilidade num relacionamento a dois.

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