Ancoradouro

Pais, ainda são necessários?

O feminismo pretendeu trazer a  libertação da mulher, prospô-lhe um novo arquétipo, a de uma figura quase igual, ou em sua concepção, superior ao homem. Atrelou-lhe um fardo pesado demais da guerra dos sexos deflagrada insana e irresponsavelmente.

O resultado disso tudo é a confusão dos sexos ou relativização dos gêneros, termo utilizado pelos militantes com o intuito de dizer que ser homem ou ser mulher é algo optativo, se escolhe com o passar do tempo qual papel desempenhar. isto não é verdade.

Homem e mulher possuem papéis que jamais podem ser trocados sob pena de produzirem o efeito que vemos hoje, pessoas confusas, em pé de guerra, quando deveriam lançar mão da complementaridade existente entre os sexos, muito mais eficaz na construção de um mundo melhor e integrado.

A introdução é para tentar responder ao título deste artigo, afinal, pais, ainda são necessários? Na concepção da mulher pós- moderna que se mostra cada vez mais autônoma, a resposta, ainda que não se diga em aberto, parece ser um ‘não’.

Contudo, existe uma verdade objetiva, que se cotorçam os relativistas, digo novamente em letras garrafais, EXISTE UMA VERDADE OBJETIVA, e uma de suas nuances testifica que os pais são seres necessários na formação de uma sociedade sadia.

Péssimos exemplos de paternidade são disseminados na mídia.

Aqui me refiro a pais no sentido clássico da palavra, aquele que junto à mãe constitui a família. Não me refiro aos novos modelos de família que querem introduzir na sociedade como o homoparental ou mono parental. Estes eu rechaço e com veemência.

A figura do pai e da paternidade, no sentido pleno de sua compreensão andam tão solapadas que nem mesmo o marketing consegue transformar o dia dos pais numa data de impacto para o  consumo. Também pudera, com os modelos de paternidade disseminados na mídia como o de Homer Simpson ( do desenho animado The Simpsons) o resultado não poderia ser outra. A filha de três anos é apresentada mais inteligente e esperta do que o “panaca” barrigudo e atrapalhado chefe do lar fictício.

Respondam-me, que concepção de paternidade terá uma pessoa envolvida ainda na sua adolescência nas tribos urbanas como a dos Emos, justo num período importante na formação da identidade sexual de um homem? Por entre eles não existem critérios de relacionamentos, nenhuma espécie de moralidade. Tudo pode e com qualquer um, não importa o sexo.

A confusão está estabelecida. A chamada produção independente de filhos encabeçada por artistas, no Brasil, destaque para a apresentadora Xuxa, o pai não passa de um reprodutor cujo a utilidade é apenas o fornecimento de material genético, a exemplo de um touro reprodutor, compararíamos.

A figura do pai herói, amigo de seu filho, educador, referência e ídolo parece coisa do passado. O que dá “Ibope” mesmo, é mostrar a mãe que se intitula de “Mãe e pai”. Aqui não se pretende esquecer a irresponsabilidade de milhares de homens que abandonam a família.  Definitivamente, não!

O objetivo é levantar uma reflexão sobre como a figura paterna está esmaecida, desfigurada de sua natureza originária. E gritar para as feministas mais militantes, para as mentalidades corrompidas pelo relativismo que é necessária a figura do pai numa família, é imprescindível sua tarefa na construção de uma sociedade equilibrada.

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