Ancoradouro

Solidários às vítimas de terremoto no Japão

 Terremoto chega a 8,9 na escala

Carros aglomerados devido ao terremoto

O presidente da Pastoral Nipo-brasileira, padre Antonio Isao Yamamoto, recebeu com preocupação a notícia do terremoto que atingiu o Japão nesta sexta-feira (11). O tremor de 8,9 graus na escala Richter que atingiu as áreas do nordeste do país, provocando um tsunami de 10 metros de altura e já registra centenas de mortos.

 De acordo com a embaixada brasileira no Japão, não há registro de brasileiros entre os mortos na catástrofe. Atualmente, mais de 200 mil brasileiros vivem no Japão. Padre Antonio, que é filho de japoneses, relatou que as informações sobre familiares e amigos dos brasileiros ainda não são precisas. “Certamente no domingo quando a comunidade se reúne para as celebrações, teremos mais informações sobre o impacto do terremoto entre os membros da nossa pastoral”, disse.

 Ainda de acordo com o sacerdote, o número de católicos no Japão é de aproximadamente 0,4%. Porém, é uma comunidade muito viva e unida. “Vamos nos mobilizar para enviar ajuda aos nossos irmãos no Japão”, informou o padre, que tem um irmão que vive no Japão há muitos anos. “Logo que tomei conhecimento do terremoto, fiquei preocupado, pois ele trabalha em uma indústria no litoral”, relatou.

 Cáritas do Japão prepapra plano de emergência

O presidente da Cáritas do Japão, dom Isao Kikuchi, assegura que, apesar de a comunidade católica japonesa ser bastante pequena, não vai medir esforços para ajudar as vítimas do terremoto. Dom Kikuchi havia voltado recentemente ao Japão depois do encontro da Caritas para a Ásia, em Bangkok (Tailândia), no qual foi eleito o novo presidente da Caritas Ásia. O diretor da Caritas Ásia, padre Bonnie Mendes, acrescentou: “Estamos em constante contato com a Cáritas do Japão, que está monitorando a situação, os danos e as vítimas. Esperamos que não haja muitos mortos. Aguardamos agora para saber o real quadro dos desabrigados e as necessidades destes para dar início a um plano de emergência”.

 “Um tsunami golpeou o nosso povo. Uma onda anormal arrastou a nossa vida. Estamos ainda em estado de choque por tudo que aconteceu. As notícias são confusas, mas o que sabemos é que a diocese mais atingida é a de Sendai”, relata uma testemunha à agência Fides.

 Imprensa local fala em mais de 300 mortos

 O terremoto afetou vastas áreas no nordeste do Japão e provocou um tsunami que arrasou casas, prédios e áreas agrícolas. De acordo com a imprensa japonesa,  número de mortos não para de crescer. Alguns veículos já falam em mais de 300 mortos, sobretudo em Sendai, cidade mais atingida pelo tremor. Este foi o maior tremor de terra no Japão desde que começaram a ser registrados, há 140 anos. E o sétimo terremoto mais forte da História.

 O alerta de risco de tsunami emitido depois do terremoto no Japão se refere a toda a costa do Pacífico, informou o Centro de Alertas de Tsunami dos EUA no Pacifico. Este alerta foi direcionado aos seguintes países: Rússia, Taiwan, Filipinas, Indonésia, Papua Nova Guiné, Fiji, México, Guatemala, El Salvador, Costa Rica, Nicarágua, Panamá, Honduras, Chile, Equador, Colômbia e Peru. No Havaí, território dos EUA, já foi sentido um aumento no nível do mar e poderá ser atingidos por ondas de até 2 metros.

 O sistema telefônico no país está sobrecarregado devido ao número de pessoas que buscam informações sobre familiares e amigos. O Itamaraty disponibilizou um telefone para informações – (61) 3411-8817. A embaixada brasileira no Japão também disponibilizou um contato pelo número 00 xx 81 334045211. Mas o embaixador pede para que as pessoas optem pelo e-mail comunidade@brasemb.or.jp.Por causa do congestionamento das linhas, a internet tem sido o melhor canal de informação entre a pessoas, sobretudo as redes sociais.

Com informações das agências de notícias, CançãoNova e Rádio Vaticano, e Arquidiocese de São Paulo