Ancoradouro

São Paulo] Polícia vai adotar hipnose em investigações

O poder público de São Paulo anda às namoradelas com as práticas psíco- espirituais.  É de conhecimento geral o convênio da Fundação Cobra Coral e a prefeitura do município. A fundação é uma instituição de previsão climática fundamentada nas mensagens mediúnicas do espírito do cacique  Cobra Coral. Isso, mesmo.A novidade agora é a utilização da hipnose como recurso nas investigações  por parte da polícia daquele estado.Leia a notícia publicada na Revista Época, das organizações Globo, depois retornamos:

“Testemunhas ou vítimas de crime conversarão com psiquiatras que usarão técnicas de hipnose para quebrar barreiras do trauma. Em poucos minutos, elas revelarão informações valiosas e, em um outro ponto da sala, um retrato falado do criminoso ganhará formas. Não é ficção: o método do hipnotismo é a próxima aposta da Polícia Civil de São Paulo na investigação de crimes graves.

O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) pretende criar o primeiro setor de hipnose forense do Estado, em sua sede, no centro da capital paulista. O objetivo é extrair informações do subconsciente das pessoas hipnotizadas, para que relembrem informações que consideram esquecidas. O mesmo modelo existiu com sucesso, por mais de dez anos, na Secretaria de Segurança do Paraná, mas acabou suspenso por falta de especialistas.

A proposta surgiu na polícia paulista no fim do ano passado e já foram realizadas duas reuniões com médicos do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (HC) para formalizar um convênio. Enquanto isso, começaram os planos para mudanças na estrutura física do prédio do DHPP. Uma sala específica para o setor de arte forense (onde se elaboram retratos falados) está sendo criada com aspectos de consultório médico: ambiente com isolamento acústico, sofá confortável e antessala para parentes de testemunhas.”(Com Agência Estado)

Acho, no mínimo, arriscado tal procediemento. Fico pensando qual será o próximo passo, a máquina da verdade? consulta a algum vidente? Uma sessão espírita para conversar com os mortos? a contratação de quiromantes, tárolagos e côngeneres?

Por que não cada um fazer o trabalho que lhe compete? Deveria-se, antes, investir em tecnologia e inteligência ao invés de práticas pouco confiáveis que estão à margem do empirismo prático.

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