Ancoradouro

Não salvo, nossa senhorita, jesus manero e outros zombeteiros da fé

imagem de nossa senhorita

A internet popularizou muitos operadores de mídia entre eles humoristas. As redes sociais em especial lançaram personalidades que de qualquer assunto são capazes de tornar piada, mesmo temas que envolvam mortes, acidentes e religião.

Este último agrega uma verdadeira legião. É incontável o número de pessoas que fazem piada com temas relacionados à fé, especialmente cristãos e católicos.  O feito deve se justificar pela audiência que repercute a cada piada, a cada imagem inusitada e tirada com duplo sentido.

Bento XVI em sua mensagem sobre as comunicações sociais deste ano afirma algo importante. Parafraseando o papa ele fala que nem sempre o que mais se repercute na era digital seja sinônimo de bondade.  Nisso se pode concordar plenamente com o bispo de Roma.

Rafael Bastos, por exemplo, foi considerado a pessoa mais influente no microblog twitter pelo New York Time, isto pela quantidade impressionante de seguidores. O título rendeu ao tuiteiro um crescimento na conta bancária pois começou a cobrar por alguns tweets de propagandas. Mas fato é que o twitter de Rafinha como é conhecido em pouco ou nada acrescenta à formação de opinião. É um humorista, desta linha nova, que faz piada até com mulher estuprada, verdadeiro absurdo.

Outros anônimos tornaram-se celebridades na internet só às custas de zombeteiros comentários com assuntos religiosos. Parece ingênuos, mas não são. Ingênuos são quem replicam as piadas de mau gosto destes perfis sem o mínimo de crítica.

O objetivo do pôst não apregoar um moralismo sisudo que repele o humor. De forma alguma. Os próprios santos da igreja e pessoas de elevada espiritualidade têm como característica o bom humor, a fineza em tiradas inteligentes e pertinentes. O que não é o caso de quem está por trás de perfis como o jesus manero, nossa senhorita e não salvo. Outros tantos poderiam ser acrescidos à listas.

Eu já bloqueei um “bocado” de engraçadinho que em postagens, tweets e imagens desdenham da fé, de temas e certezas que para mim são sagradas. O relativismo não pode por em cheque o valor daquilo que é metafísico.

A quem interessar que continue seguindo e dando audiência a quem ridiculariza objetos, falas e temas sagrados. Eu, não.