Ancoradouro

Agosto não é o mês do desgosto

Cresci ouvindo esta baboseira que agosto é o mês do desgosto. Pessoalmente nunca achei isso, até porque é a data de meu aniversário. Dia 11 sempre foi uma data festival que me inspirou felicidade. É o dia do estudante, do advogado, da Televisão e de santa Clara, padroeira da Televisão.

Nesta data, recorda minha mãe, alguns dias antes, em 1980, ela destacou-se com meu pai da zona rural onde morava para ver o papa João Paulo II  pela televisão na ocasião de sua visita à Fortaleza. Eu era só alegria em seu ventre, contou-me entre um gole e outro de café nesta tarde.

Para este ano, sucedendo meu aniversário, um dia depois, estou de viagem marcada para ver o papa, agora, Bento XVI. A alegria que envolve meu coração é tamanha, talvez a mesma de quando eu ainda era apenas um feto.

Por estas e outras, muitas outras, não acredito nesta tolice de azar, mês negro, mês de desgosto.

O que me impressiona é ver o quanto existe de pessoas crentes nestes vaticínios. E aqui falo de pessoas doutas, “estudadas” como diria o matuto. Apegam-se a superstições durante o período, evitam viagens  e tomar decisões importantes. Isto porque agosto traz maus agouros. Poupem-me. São os mesmo que se dizem pós-modernos. Mas as atitudes não passam de pessoas da era mítica.