Ancoradouro

Arquejos da teologia da libertação

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É no mínimo contraditório um teólogo ser incrédulo, ou, se ligado a uma instituição, não agir de acordo com as premissas fundamentais desta. Mas o caso não é tão incomum.

Ainda existe no Brasil e na América Latina uma quantidade expressiva de teólogos ligados à teologia da libertação  que mais se assemelha a uma releitura bíblica pelo marxismo. Nesta corrente o centro não é o Reino de Deus, mas o dos homens. A eucaristia é apenas um pão, alimento, sustento; a ressurreição não passa da presença de Cristo diluída na comunidade; o sacerdócio com a Igreja a entende hoje – nesta linha – é dispensável; apregoa o sacerdócio feminino; cultuam a gaia e não raras vezes promovem e apoiam grupos ligados à militância da ideologia do gênero. Para se ter uma ideia do nível de dissidência destes estudiosos, foram críticos ferrenhos do papado de João Paulo II.

Apesar de não possuir a força de antes, a teologia da libertação subsiste ainda em alguma produção literária, congressos e grupos pastoralistas.

A AciDigital publicou nesta sexta-feira importante matéria sobre um encontro chamado “Congresso Continental de Teologia” que visa reunir os principais expoentes desta teoria que se afastou do ensinamento da Igreja.

“O evento se realiza entre os dias 7 a 11 de outubro de 2012 na universidade jesuíta Unisinos, com o apoio da Pontifícia Universidade Javeriana da Colômbia (que há poucos dias apoiou a adoção de crianças por casais homossexuais) o grupo de pressão Amerindia e a agência informativa de cunho marxista Adital, que tem entre seus colunistas o frade dominicano brasileiro Carlos Alberto Libânio Christo, mais conhecido como “Frei Betto”, que promove a despenalização do aborto“, revela o início do texto.

A agência teve acesso a lista de preletores. A grande maioria composta por teólogos críticos da norma ortodoxa da Igreja Católica. “O congresso, apesar de seu suposto caráter religioso, não prevê a celebração de Missa em nenhum dos seus cinco dias, neles apenas serão realizados “momentos de espiritualidade”, os quais estão baseados em temáticas como a entronização da Bíblia, o ecumênico e o indígena”.

Para ler a matéria na íntegra, clique aqui.

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