Ancoradouro

"Customização da fé" não resolve falha na transmissão

Panorâmica da Praça de São Pedro.

Não acho que a fé esteja em crise, na verdade, as pessoas creem – e às vezes demais –  se podemos considerar assim. O que está em crise, e aqui me refiro à Igreja Católica, é a transmissão da fé. Uma crise, diga-se de passagem, não é privilégio deste século. A instituição já passou por diversas tempestades, mas assistida pelo Espírito Santo, o leme divino, continua a singrar nos mares revoltos do mundo.

O Concílio Vaticano II trouxe o assunto para pauta e desencadeou uma série de eventos que ao longo do tempo vão se confirmando como solução ou não do problema em questão. Numa das interpretações deste evento que reuniu a cúpula da Igreja de todo o mundo surgiu a teologia da libertação que posteriormente, percebeu-se, alinhar mais sua ideologia com correntes marxistas ante a doutrina católica.

A sangria de católicos não pode levar a instituição ao desespero e fazê-la mudar o que tem de bom, simplesmente para agradar e atrair mais fieis. Há quem defenda que a Igreja Católica  deve abrir mão do celibato dos sacerdotes e abrir este ministério para as mulheres. Frei Betto é dos teólogos propositores deste pensamento que ,  na minha opinião, acaba criando um outro problema ao invés de resolver o primeiro.

Católicos, retornem

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Alguns setores levam a cabo tal ideia e cogitam a eleição de anciãos sacerdotes nas comunidade, um retorno anacrônico ao estado primitivo da Igreja, sem levar em  consideração o desenvolvimento da tradição e do sagrado magistério nestes dois milênios. Há ainda uma certa  tendência em regionalizar os elementos sacros com o fim de adaptar o anúncio da mensagem do Evangelho. Em polos da teologia da libertação aqui no Ceará já se chegou ao absurdo de trocarem o pão e o vinho pela  tapioca e o mel na consagração das espécies na Santa Missa, isto para dizer que a liturgia precisaria se adaptar à região do anúncio.

É certo que a Igreja precisa de uma nova linguagem. É o que o Beato João Paulo II denominou de Nova Evangelização, com novos métodos e novo ardor.  As novas expressões eclesiais  como os Movimentos e Novas Comunidades tem conseguido uma melhor resposta na propagação da fé, em unidade com o sucessor de Pedro.

Não é a “customização da fé” que resolverá a falha de transmissão acontecida em algum período histórico, mas a experiência pessoal com Cristo que leva a uma transformação individual e posterior construção de uma mundo melhor, a solução.

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