Ancoradouro

Santidade: estilo de vida para o século XXI

183 2

Na celebração de canonização de são Frei Galvão, Bento XVI recordou uma palavra dita na homilia aos jovens em Colônia (Alemanha\2005), “só dos Santos, só de Deus provém à verdadeira revolução, a mudança decisiva do mundo”. 

Ensaio feito especialmente para o blog, por Wallace Freitas. “Santos, luz do mundo”

A santidade se apresenta como o estilo de vida revolucionário para o século XXI. Ou não se concorda que é heroico em tais tempos viver o perdão, a solidariedade, a concórdia, a castidade e o amor irrestrito ao outro? Os santos foram homens e mulheres que em suas vidas testemunharam o ensinamento de Cristo resumido na máxima: Amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.

Ao longo dos séculos deixaram ensinamentos atuais, por isso a memória deles não se perdeu no tempo e na história. Não precisa de muito esforço para lembrar das revoluções empreendidas por estes revolucionários do amor. Recordemos São Francisco, o pobrezinho de Assis, que deixando tudo encontrou o sentido de sua vida em tornar o amor amado. E o que dizer de Teresa de Jesus que deixou um legado espiritual para a Igreja?

Santa Terezinha, uma jovem carmelita, falecida aos 24 anos é conhecida no mundo todo e teve suas relíquias visitando o espaço na viagem do astronauta Ron Garan. Ainda poderíamos citar Teresa de Cacultá, Geanna Beretta Mola, Chiara Luce, e tantos outros que deixaram um ensinamento e um legado para toda a humanidade.

Trevas e luz

Ensaio feito especialmente para o blog, por Wallace Freitas. “Santos, luz do mundo”

Nestes dias em que recordamos todos os santos, uma vida de entrega a Deus, somos ao mesmo tempo bombardeados pela volta de um culto neo-pagão à divindades e lendas folclóricas que ao invés de esperança na humanidade, expressam pessimismo e violência, ódio e desalento.

Quantos pais fantasiam seus filhos de bruxos e doendes; quantos jovens consomem freneticamente literatura e filmes de personagens como vampiros e monstros sanguinários. O que se aproveita dessa cultura de morte? Muito pouco ou nada. Vemos ao exacerbo a banalização da vida, do respeito ao outro e sua dignidade, premissa fundamental para o exercício da plena liberdade em sociedade.

O mundo de hoje precisa de santos, destes luzeiros  que brilham em meio às trevas da desesperança e da depressão. Se conhecêssemos e promovêssemos a cultura da santidade teríamos um mundo melhor, uma sociedade mais equilibrada. Do contrário, colheremos os frutos de morte. O que já  vemos acontecer. O aumento da violência, do requinte de crueldade, da perca de sentido da vida e do opacamento do belo.

Confira mais fotos do ensaio, aqui.