Ancoradouro

Algumas notas sobre a Parada Gay de São Paulo

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O assunto é amplo e cada tópico poderia ser uma postagem única inegavelmente, mas optei em reunir todos os assuntos em um único texto para que o leitor possa ter uma visão completa do que realmente é e o que acontece na Parada Gay de São Paulo, a maior das concentrações em prol da agenda gay.

paradagayTravestis reclamam de organizadores da Parada Gay

Ano passado membros da Frente Paulista de Travestis e Transexuais acusaram organizadores da Para Gay de machistas e misóginos. “Este ano não temos o nosso tradicional trio nem conseguimos colocar nossos cartazes. Mas acordamos com a Parada que iríamos no trio oficial de abertura e algumas outras no trio da Paz que encerra o evento. Depois vieram nos anunciar que iríamos no sétimo carro e no último. Por fim, ontem (sexta-feira) avisaram que seria só no sétimo carro e que não adiantava nem reclamar porque não tinha acordo.”, desabafou um travesti à Folha de São Paulo

Daniela Sai do armário e entra no cofre

Este subtítulo foi utilizado pelo colunista e blogueiro Reinaldo Azevedo da Revista VEJA, em alusão ao anúncio da cantora baiana que anunciou aos quatro ventos em uma rede social que se casaria com uma mulher. Daniela traiu a sua assessora com Malu Verçosa com quem diz ter se casado.

Daniela é a principal atração da Parada Gay deste ano. Mas não vai cantar de graça, não. Cobrou caro. E quem vai pagar a conta é povomanga baiano. O cachê de 120 mil reais será honrado pelo governo do estado que está sob a batuta do companheiro Jaques Wagner (PT).

“‘Ah, mas Daniela terá custos…’ Pois que recorra à iniciativa privada se não tiver como bancar a própria apresentação — ela poderia fazer esse sacrifício porque isso é próprio dos heróis, reitero.

Notem bem: ainda que a grana fosse paga para ela se apresentar na parada gay de Salvador, já estaríamos diante de um completo absurdo. Sendo realizada a festa fora da Bahia, aí já é um escracho. Ou ela virou agora embaixadora do lesbianismo baiano?”, comenta Reinaldo.

Grandes marcas não querem associar sua  marca ao público gay na Parada 

A Parada Gay de São Paulo é apoiado majoritariamente pelo estado, prefeitura e município. Duas grandes patrocinadoras são estatais, Petrobras e Caixa Econômica Federal. Grandes marcas se recusam a segmentar cotas de investimentos no evento, considerado um carnaval fora de época para o público de gays, lésbicas, transsexuais, travestis, bissexuais, andrógenos…ufa, acho que não esqueci nenhum.

Coca Cola, Ambev e Nestlê se recusaram a injetar dinheiro no evento. Não sei como ainda não foram rotuladas de homofóbicos pelos militantes apressadinhos dessa minoria. Talvez porque tentarão mais vezes.

Mas acho difícil que marcas sérias invistam valores em um evento que se apresenta com um verniz de política, mas na verdade , leva para rua o que acontece em ambientes fechados gays. Na parada do ano passado foram flagrados verdadeiros absurdos, coisa muito pior do que no carnaval, evento a que querem se comparar.

Veja vídeo produzido pela TV Bandeirantes 

 

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=r_gra4haOZQ[/youtube]

Polícia não pode reclamar de abuso

Policiais Militares que trabalharão na Parada Gay de São Paulo tiveram um aulão sobre como se comportar no evento.  Uma das dicas é chamar quem for abordado pelo nome de guerra. Isso mesmo, a pessoa pode está promovendo a maior desordem, mas deve ser tratado pelo nome artístico.

O absurdo maior: Ainda foi explicado que o policial precisa ter jogo de cintura e bom humor no patrulhamento, já que recebe muitos beliscões dos frequentadores, atraídos pelo fetiche exercido pelo fardamento. Ou seja, na Parada Gay quando os Policiais Militares tiverem suas partes íntimas tocadas pelos manifestantes desornados….Deverão levar com bom humor, pois é comum o fetiche nesse grupo por pessoas fardadas.

Desordem não se justifica. Isso é inconcebível, da mesma forma que seria inaceitável orientar policiais femininas que durante o carnaval relevassem apalpadas em partes íntimas por parte de homens que tem o fetiche com mulheres fardadas.

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