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Traficantes protestantes proíbem candomblé em favelas

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Traficantes evangélicos proíbem cultos afros em favela.

Traficantes evangélicos proíbem cultos afros em favela. Fac-Simíle de O Globo.

Um fenômeno inaudito acontece nas favelas do Rio de Janeiro. Chefes do tráfico se “convertem” ao protestantismo e proíbem a existência de terreiros  de macumba ou qualquer manifestação ligada ao candomblé.

Filhos e pais de santo chegam a ser expulsos dos locais onde este marginais dominam. Segundo O Globo, adeptos das religiões afros atribuem a perseguição à conversão de chefes do tráfico à  denominações cristãs.

Ainda segundo o jornal carioca, Fernando Gomes de Freitas, o Fernandinho Guarabu, chefe do tráfico no Morro do Dendê, na Ilha do Governador, depois de seu ingresso na Igreja Assembleia de Deus Ministério Monte Sinai, passou a exibir uma tatuagem de Cristo em seu braço. Sua casa é repleta de bíblias e os muros da favela onde domina são estampadas de frases bíblicas.

Comentário

Quando li esse texto no O Globo me veio à mente um ensinamento do Evangelho, “antes de apontar o cisco no olho do outro, retira primeiro a trave que tem no teu“.

É hipócrita e contraditório esse tipo de “conversão”. Mudança de vida autêntica seria o abandono do crime e  da perseguição. É o tipo de experiência religiosa que em nada contribui para mundo, aliás, piora, pois joga um pecha sobre os verdadeiros cristãos que lutam dia a dia por uma vida de conformidade com o Evangelho de Nosso Senhor.

Infelizmente, por falta de conhecimento e respeito muitas denominações incentivam – mesmo que indiretamente  – seus membros a quebrarem imagens e insultarem fieis de outras crenças religiosas.

Fica também o ensinamento que não basta saber de cor frases bíblicas e pichá-las por todos os lados. É preciso por primeiro ter uma experiência com o Espírito que dá vida e sentido às letras, fora disso, é letra morta.

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