Ancoradouro

Plano Collor foi fundamental na compra da Record, segundo Macedo

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A história da compra da Record envolve milhões de dólares, plano Collor e vingança. Os protagonistas são o autointitulado bispo Edir Macedo, criador da Igreja Universal e  o ex-presidente Fernando Collor de Melo. 

Edir Macedo

Edir Macedo

Macedo conseguiu juntar 3 milhões de dólares. “Ainda faltava 4 milhões. O banqueiro que iria emprestar o dinheiro desistiu. Fui orar a Deus”, conta para os fieis da Igreja em tom de saga épica.

Para o líder da universal “Deus moveu a mão do [Fernando] Collor para ajudar uma pessoa: eu”, diz Macedo relembrando o plano Collor, medida que levou muitas pessoas ao suicídio, devido ao desastroso desdobramento. ” Só deu para nós”, comemorou Edir.

O plano fez a Record apressar a venda para a Universal. “Conseguimos pagar em menos de 1 ano”, explicou Edir. Efetivada a compra faltava algo importante, a outorga, um consentimento público que só o Ministério das Comunicações pode fornecer.

Foi então que começou a relação de Edir Macedo com o então presidente que já estava à beira do impeachment. O dono da Record não conta detalhes sobre a amizade, apenas dá sinais que convenceu  Collor a liberar a outorga como um meio de vingar de Roberto Marinho, então Presidente das Organizações Globo. ” Então, para se vingar do inimigo dele, que era também meu, Roberto Marinho, ele assinou a outorga”, disse o bispo rangindo os dentes.

Apesar de rir das vítimas do plano Collor, de reafirmar ódio a Globo e confirmar a vingança, Edir Macedo conta a narrativa como uma ação conduzida por Deus, determinada por Ele. 

Considerando que a aquisição da Record  fosse uma ação divina Edir Macedo deveria ter o mínimo de Gratidão a Deus e expressado isso na programação da TV. Mas que nada, em nada a grade da Record se diferencia das demais emissoras. Cenas de nudez, vingança, violência, traição são recorrentes nos programas que tem bispos evangélicos na direção.

A exceção é a madrugada, dedicada á programação religiosa. Aliás, a Universal paga – e paga muito bem – pelo horário nada nobre. 

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