Ancoradouro

Temas "Ongueiros" são definidos como bandeiras de luta pelos jovens da Teologia da libertação

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O 1º Encontro Nacional de Juventudes de Espiritualidade Libertadora foi encerrado neste domingo, dia 4, em Fortaleza e uma carta apresentado os temas discutidos e  bandeira de luta do grupo foi aprovada, apresentada e publicada no site do encontro.

Oração de  Leonardo Boff no encontro: "Gostaria que todos fechassem os olhos, colocassem as mãos fechadas sobre as pernas para que a energia não saia e, voluntariamente, abram esse corpo caloso e permitam que essa luz venha lá do infinito, vá para o hemisfério esquerdo, para o direito, unificando emoções. Que essa luz atue no ponto Deus para nos fazer sensíveis, termos solidariedade". Foto: reprodução/site do encontro

Oração de Leonardo Boff no encontro: “Gostaria que todos fechassem os olhos, colocassem as mãos fechadas sobre as pernas para que a energia não saia e, voluntariamente, abram esse corpo caloso e permitam que essa luz venha lá do infinito, vá para o hemisfério esquerdo, para o direito, unificando emoções. Que essa luz atue no ponto Deus para nos fazer sensíveis, termos solidariedade”. Foto: reprodução/site do encontro

Precursores e expoentes máximos da Teologia da Libertação comandaram o encontro que pretendeu transmitir aos jovens a ideologia que faz uma leitura do Evangelho a partir de princípios sociais,muitos dos quais encontrados na teoria marxista.

As 8 resoluções tomadas pelo grupo são  todas bandeiras de lutas sociais, atualmente empunhadas pelos sindicatos, ONGs e associações ligadas às minorias  e identificadas com a esquerda, tradição da corrente da libertação.

O texto poderia ser outorgado a qualquer associação de classe que ninguém o associaria a uma organização religiosa. Assim a TL, como ficou conhecida, mantém sua tradição de limitar a ação pastoral a atividades ongueiras.

Confira as bandeira de luta dos jovens ligados à Teologia da Libertação:

– denunciar e lutar contra o extermínio da juventude negra, pobre e periférica, configurado como verdadeiro genocídio;

– enfrentar a homofobia, a lesbofobia e transfobia, que negam o direito de expressar a vivência de uma sexualidade marcada pela pluralidade e pelas diferenças;

– combater o capitalismo, o patriarcado e o machismo, que (des)estruturam a nossa casa-comum e destroem e ceifam as vidas de tantas mulheres e desumanizam os homens;

– contestar a influência do fundamentalismo religioso no exercício da política institucional, um modo de agir que testemunha uma religião arrogante, preconceituosa e excludente, que compromete a garantia do Estado Laico;

– participar ativamente no processo da reforma do sistema político brasileiro;

– sensibilizar e assumir a defesa de uma justiça socioambiental que garanta a vida do nosso planeta e de seus habitantes, assegurando os recursos naturais para as futuras gerações;

– engajar-se na luta pela justiça no campo, pela realização de uma reforma agrária popular, pela demarcação das terras indígenas e das terras ancestrais d@s quilombolas e outras comunidades tradicionais, como também pela integridade de suas culturas. Essas dimensões são fundamentais para evitar o genocídio destas populações;

– lutar contra todo tipo de atitude ou expressão de intolerância religiosa e assumir a profecia de uma vivência ecumênica que testemunhe o Mistério atuante na diversidade reconciliada;