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Resolução do Governo Federal pode acabar com instituições como a Fazenda da Esperança

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O trabalho de prevenção e tratamento de dependentes químicos no Brasil tem como protagonistas  instituições ligadas à Igreja Católica e denominações evangélicas,além de grupos espíritas.

fazenda da esperanca

Projetos e comunidades terapêuticas ligadas a estas instituições correm o risco de ter seu trabalho suspenso pelo Governo Federal.  Isto por conta da Resolução que será editada em setembro pela presidente Dilma, da Secretaria  Nacional de Políticas sobre Drogas que determina a proibição de se falar em religião no  tratamento de dependentes químicos.

Caso a Resolução seja aprovada instituições como a Fazenda da Esperança poderia ser obrigada a fechar suas portas no Brasil.  A Fazenda da Esperança é uma comunidade terapêutica com mais de 30 anos de experiência na recuperação de jovens dependentes químicos. Avaliada como a maior obra da América Latina desenvolvendo essa atividade e ajudando milhares de famílias, atualmente se encontra em mais de 10 países do ocidente ao oriente. Seu trabalho se baseia no tripé: convivência em família, trabalho como processo pedagógico e espiritualidade para encontrar um sentido de vida.

Pronunciamento no Senado contra a Resolução 

O senador Magno Malta (PR/ES) usou a tribuna do Senado para falar sobre a resolução. ” O  Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas – Conad, órgão vinculado  ao Ministério da Justiça do governo da Presidente Dilma não quer  [religião na recuperação de dependentes químicos]- Ela [Dilma]que não quer, mesmo em um país laico onde se tem a liberdade de expressão para falar de qualquer religião. As comunidades estão proibidas de incluir religião na recuperação de dependentes químicos de acordo com a resolução que o  Conselho vai baixar”, denuncia.

Ainda segundo o documento o tratamento feito nesse “tipo de comunidade é questionável pois mistura ciência médica com dogmas religiosos”. “O ideal é que o tratamento seja laico”. 

Em outro trecho a resolução determina que as Comunidades Terapêuticas “não podem explorar o trabalho do paciente além de ter um projeto de recuperação consistente”. “Então quer  dizer que em uma comunidade terapêutica que tira o cara de dentro de um esgoto com os pés mordidos por ratazanas …Quer dizer que esse cara não pode lavar o quarto onde ele dorme? Não pode cuidar da horta do sítio onde ele está? Ele não pode lavar as próprias roupas dele? Ele não pode ajudar na cozinha?“, questionou o senador.

“Eu não conheço ninguém que o Conselho de Medicina recuperou. Eu não conheço ninguém que foi recuperado pelo Ministério Público. Eu não conheço ninguém que o governo Dilma recuperou. Eu não conheço ninguém que o SUS recuperou. Eu conheço milhões, milhares nesse país que foram recuperados pela fé, pela pregação do Evangelho”, afirmou o senador (Fonte: Senado Federal).

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