Ancoradouro

"Nossa vida deve ser um laboratório de Caridade", ensina Priora a Seminaristas

1293 6

O sábado do dia 31 de outubro de 2015 foi uma data diferente para os aspirantes ao sacerdócio do Seminário Propedêutico da Arquidiocese de Fortaleza. Os vinte e um  formandos acompanhados pelo Reitor Padre Rafhael Maciel e o Vice-Reitor Padre Vicente Oliveira foram conduzidos a uma manhã de espiritualidade no Carmelo Santa Teresinha do Menino Jesus de Fortaleza.

Seminarista com reitores e a madre do Carmelo do Fortaleza.

Seminarista com reitores e a madre do Carmelo do Fortaleza.

Madre Bernadete que há 36 anos entrou no Carmelo acolheu o grupo, contou um pouco de sua história e da história do Carmelo. De acordo com a priora é fundamental que a pessoa ao iniciar uma caminhada de fé e vocacional, “plante seu alicerce na rocha firme”. “Entramos na vida religiosa ou no seminário aos poucos vamos percebendo que não somos tão bons quanto pensávamos ser. Começam as crises de ajuste que nos deixam em certo desencanto”, disse.

Recordando a máxima da Santa Madre Teresa de Jesus, “a humildade é a verdade”, como mola propulsora para o autoconhecimento, a  madre Bernadete asseverou que “não ter coragem de se enfrentar é prejudicial a si mesmo”. Nesse processo de conhecer a Deus e conhecer a si mesmo nos possibilidade desvencilhar da ilusão de ser justo, um terrível flagelo na vida comunitária.

Padre Rafhael Maciel e Madre Bernadete.

Padre Rafhael Maciel e Madre Bernadete.

“O Carmelo, o Seminário, a nossa vida deve ser um laboratório de Caridade”, ensinou a madre. “É o celebrar a missa a momento a momento oferecendo nossa vida como hóstia”, comparou. Sem a Caridade é possível agradar a Deus, pontua a priora. “Não tem nenhum valor as minhas horas de oração se eu estou falar com uma irmã”, exemplificou.

O que mais custa no Carmelo?

Dormir em esteira ou em um fino colchonete? Alimentar-se daquilo que nem sempre se gosta? Ter a vida disciplinada? Afinal, o que custa mais no Carmelo? A freira que há mais de três décadas experimenta da vida reclusa responde: “o que mais nos custa é ceder para o outro, para que ele seja maior, para que ele tenha razão; fazer o bem sem esperar receber algo em troca. Todas os outros sacrifícios podemos nos adaptar, mas isto é o que mais nos custa”.

Madre Bernadete: "o que mais nos custa é ceder para o outro".

Madre Bernadete: “o que mais nos custa é ceder para o outro”.

Na autêntica experiência de oração a pessoa se sente amada por Deus. Ela deixa de mendigar o amor da pessoa pois faz a experiência do “só Deus basta”. Mas a madre adverte que a vida de oração autêntica pautada na caridade deve começar hoje, não pode ser retardada. “Se hoje eu não sei amar amanhã também não o saberei”.

Outro desafio apontado pela religiosa é a dificuldade que temos em nos deixar amar por Deus. “Na oração aprendemos de qual barro somos feito, Conhecemos a Deus e a nós mesmos. É preciso reconhecer as nossas fraquezas neste processo com arrependimento e não com remorso, pois Deus nos ama como somos. Mas quer trabalhar em nós, nos converter”, disse.

Coro com as irmãs enclausuradas durante a Santa Missa.

Coro com as irmãs enclausuradas durante a Santa Missa.

“Muitas vezes o que temos de melhor para oferecer a Deus são as nossas fraquezas. Precisamos aprender a gostar de ser pequeno pois isto nos obriga a ser melhores para agradar a Deus”, pontuou. Mas o que nos impede de ser santos? “Nossa falta de entrega”, asseverou a madre.

“A Caridade precisa fazer morada no meu coração. Preciso esquecer-me de mim mesmo e ser feliz. É preciso perdoar de todo coração. Quem se acha forte não poderá ser um bom pastor”. A religiosa ainda deu uma pedra de toque para dizer que nosso processo de conversão deve começar hoje: “é preciso plantar hoje”.

Confira mais imagens

IMG_4544 IMG_4546 IMG_4549 carmelo IMG_4537

 

Recomendado para você