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CNBB pede "soluções pacíficas" para crise política no Brasil; Bem comum deve está acima de interesses de grupos políticos

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Uma nota pública assinada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil -CNBB, Ministério da Justiça e Instituto dos Advogados Brasileiros pede soluções pacíficas para a atual situação do país, pois, “convictos de que a força das ideias, na história da humanidade, sempre foi mais bem sucedida do que as ideias de força”.

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Ameaça de morte que circulou na internet ao juiz Sérgio Moro.

O Ministro da Justiça, Eugênio Aragão,  pegou carona na coletiva de imprensa sobre realizada na sede da CNBB em Brasília para dizer em outras palavras que um golpe deve ser evitado. “É importante sim, na democracia, que haja revezamento no poder, mas esse revezamento só é possível de forma tranquila se todos nós enxergarmos o outro alguém tão legitimado quanto nós”, disse Eugênio Aragão.

O secretário-geral da CNBB, dom Leonardo Ulrich Steiner, reafirmou o posicionamento apartidário da CNBB, logo, a instituição não se posiciona contra ou a favor do Impeachment. “A Constituição prevê o impedimento”, disse o bispo. Alertou, entanto, que é preciso se verificar o fundamento do pedido. Isto as instituições competentes julgarão.“Nesse sentido, eu não sou a pessoa indicada para dizer sim ou não”, afirmou Dom Leonardo.

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Dom Leonardo Steiner, Secretário Geral da CNBB.

Entre muitas considerações a nota assinada pela CNBB destaca que grupo político algum pode ter seus valores colocados acima dos interesses do bem comum. “Considerando que, sejam quais forem os grupos políticos, suas convicções e valores não devem ser colocados acima dos interesses gerais do bem comum do Estado, que tem o dever de priorizar os grupos mais vulneráveis da população;

Sobre as divergências, consideradas naturais numa sociedade plural, “não devem ser resolvidas, senão preservando-se o respeito mútuo, em virtude da dignidade da pessoa humana”, diz o texto. O portal G1 destacou que Dom Leonardo não percebera violência nas manifestações, apenas nas “palavras”. “A palavra é que está, às vezes, ferindo”, disse o Secretário.

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Ameça a Moro.

O ministro da Justiça afirmou que  a Polícia Federal investigará os casos de criminalidade, como ataques a pessoas e a sedes de partidos e instituições. Ainda citou que será reforçada a segurança de autoridades que estão passando por constrangimento por conta de seu posicionamento. 

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