Ancoradouro

Childfree: a criminalização das crianças em ambientes familiares

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Artigo] Aproxima-se mais um dia das crianças, não é clichê, não temos muito a comemorar. Não mesmo! As últimas notícias não são nada alvissareiras. Dois episódios tomaram conta da opinião pública relacionando o binômio arte-criança nos últimos meses. Em ambos os casos, infantes foram expostos ao que não deveriam ter acesso. Em um dos casos, a própria mãe permitiu que a filha de pouco mais de cinco anos tocasse um homem nu diante das lentes de muitos curiosos.

Programa enfatiza pauta de exclusão.

O programa Encontro com Fátima Bernardes (TV Globo) que sempre traz pautas progressistas apresentou ao Brasil uma uma moda – nefasta, diga-se de passagem – bem típica de uma sociedade adoecida, o  Chidfree. Trata-se de ambientes como hotéis, restaurantes e festas que não aceitam a presença de  crianças. 

Querem criminalizar a presença dos pequeninos, as justificativas são as mais estapafúrdias. “Criança faz barulho, incomoda…“Realmente, trata-se de uma sociedade doente. “Não queremos crianças gritando por perto”, diz a convidada que afirma amar baixinhos.  “Eu acho que eu tenho direito de chegar um dia cansada em casa ir a um restaurante bacana para aproveitar a música, conversar …Eu não vou querer crianças correndo, esbarrando…”, remenda.

Quem faz a pauta do programa Encontro com Fátima Bernardes?

A emissora que desenvolve  uma campanha chamada Criança Esperança bem que poderia trazer uma pauta de inclusão e  não de exclusão, ainda mais numa data tão próxima ao Dia das Crianças. Vale dizer que não foi reforçada a ideia da proibição de crianças em ambientes que elas realmente não podem estar, como aquela exposição medonha que apresentava adulto nu.

Dias maus

Enquanto as crianças perdem espaço nesta sociedade doente, os animais vão ganhando liberação de entrada em hotéis, shoppings e restaurantes. Estamos retrocedendo a passos largos, precisamos dar uma parada enquanto é tempo. Que nos ilumine Aquele que numa sociedade que nem considerava a criança como pessoa as colocou como referência de modelo, se não nos tornarmos como uma delas nem entraremos no Reino dos Céus.

 

 

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