Ancoradouro

Meu Natal no Sarah

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Depois de um ano de uma mielite transversa, uma inflamação na medula, foi liberada minha internação no  Centro de Neurorreabilitação Sarah Fortaleza. Até então fui atendido pelo Hospital Antonio Prudente e posteriormente na Hanna Fisio Clinic, lugares que me proporcionaram um progresso ímpar. Prossigo o tratamento no Sarah. Fiquei impressionado com o atendimento da instituição, a gestão e a rotina dos pacientes.

Visão panorâmica do terceiro andar do Sarah.

Hoje, 13 de dezembro, foi a nossa confraternização de Natal  junto aos profissionais que atendem no local. Foi uma manhã incrível. A festa não teve clima artificial, muito pelo contrário, tudo foi leve, envolto de uma atmosfera que só posso chamar de amor.

Coral da equipe de manutenção do Sarah.

O pessoal da manutenção fez um coral, o Raul, desta mesma equipe, entoou New York New York de uma forma comovente. Comovente também prestigiar o auto de Natal, profissionais e pacientes em papéis inspiradores.

Raul cantou com paixão.

Eu olhava tudo muito emocionado. Naquele auditório tantas pessoas, tantos problemas, mas quem  resplandecia era a esperança. Esperança manifesta na fala do Lenildo, em nome dos cadeirantes. Esperança flagrante no sorriso verdadeiro da profissional que alçava uma jovem conduzindo-a em cada passo até chegar à cadeira de rodas.

Lenildo integra o programa de reabilitação oferecido pelo Sarah.

Trabalho em equipe aqui existe. Exemplar! Há uma interdisciplinaridade sinérgica. A confraternização apenas fez sobressair o que acontece todos os dias, nas enfermarias, corredores e ginásio de esportes.

A ceia farta continuou a festa. Quem me serviu o arroz foi minha psicóloga, a verdura uma outra profissional. As copeiras com a solicitude de sempre circulavam entre em mesas deixando água, sorrisos e muita gentileza. Gentileza impressa em atitudes concretas de educação, de amor.

Leveza marca confraternização.

Os profissionais foram os últimos a se servirem, observei de soslaio. Isso, infelizmente, no mundo em que vivemos é incomum. Não havia mais mesas, acomodavam-se como podiam no ginásio utilizado  por horas para  exercitarmos nosso corpo. Naquele momento, era noss’alma que se fortalecia.

O Sarah está me reabilitando também a amar, mas isso é assunto para outra postagem.

 

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