Ancoradouro

Karnal se retrata após deboche feito a Damares Alves, futura ministra dos Direitos Humanos

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Depois de receber uma enxurrada de críticas, o escritor Leandro Karnal se retratou pelo deboche feito  a Damares Alves, nomeada para o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos, em uma série de postagens nas suas redes sociais.

Escritor pediu desculpas aos fãs e perdão à futura ministra por imprudência nas redes sociais.

Segundo Karnal, ele não sabia que a história contada por Damares sobre a visão de Jesus em um pé de Goiaba tinha a ver com o episódio de pedofilia enfrentada por ela. “Soube depois e fiquei muito incomodado com minha atitude”, confessa. 

“Fui precipitado, julguei de forma equivocada e reagi de forma atabalhoada. Ironizei sem saber da dor e julguei uma concepção religiosa. Minhas postagens estavam distantes dos valores de tolerância e liberdade. Acredito nestes valores”, escreve Karnal em outro trecho da nota.

O escritor pediu desculpas aos fãs e perdão à futura ministra que também é pastora. “Sempre digo que sou perfectível e não perfeito e hoje percebi como preciso crescer ainda, esperar mais, evitar arroubos e, acima de tudo, evitar julgamentos sobre temas graves”.

A postagem que continha uma imagem de Cristo foi retirara pelo autor de suas redes sociais. As demais manterá. Segundo ele, para lembrar do quanto precisa melhorar. 

 

Além de Leandro Karnal, outras personalidades e jornalistas como Noblat, Vera Magalhães e Dimenstein  debocharam da crença e da situação exposta por Damares em um vídeo resgatado por odiadores da internet. Até o momento, apenas Karnal demonstrou grandeza em reconhecer o erro e pedir desculpas pela ridicularização a uma mulher que contou como foi livrada do suicídio aos dez anos, depois de ser vítima de pedofilia dos seis aos oito anos.

Não houve relato nem manifestações de artistas em defesa de Damares, mulher de origem nordestina, como geralmente é feito pelos coletivos feministas ou simpatizantes à causa. A corrente “mexeu com uma, mexeu com todas”, mostrou que é ideológica e sectária.

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