Ancoradouro

Loja atesta que não houve agressão de Damares a funcionário e pede desculpas

O vídeo que se popularizou na internet mostra Damares, Ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, saindo de uma loja dizendo algo do tipo, “você me constrangeu”. Ao passo que uma voz masculina reage: “você que  constrangiu [sic], amor”, seguido de uma risada de deboche.

Vendedor apresenta comportamento inadequado segundo dona da franquia.

A Loja é uma franquia da grife Cantão, localizada em  um shopping de Brasília. Minutos antes, Damares, que é pastora evangélica, havia provado uma roupa. Ao sair do vestiário, o vendedor Thiego Amorim questionou a cliente sobre o que ela havia dito sobre as cores, menino veste azul, menina veste rosa.

Segundo o vendedor, em entrevista ao site ligada à extrema-esquerda Diário do Centro do Mundo, Damares pegou  o seu pescoço, quase no ombro e teria dito que acabaria com a ideologia de gênero. Depois da repercussão, Thiego  protocolou pedido na Procuradoria Geral da República -PGR  para que o órgão abrisse investigação criminal contra a ministra. No pedido, apresentado na segunda-feira, dia 7, Santos afirma ter sido agredido, ameaçado e constrangido.

Diante da confusão, a gerência da Cantão, em acordo com o departamento jurídico da empresa, averiguou as imagens das câmeras  e constatou que não houve agressão a Damares. A loja emitiu um pedido de desculpas à pastora pelo comportamento inadequado do funcionário. “Gostaríamos de pedir desculpas pelo atendimento inadequado de um de nossos funcionários da loja localizada no Brasília Shopping no último dia 02.01.2019, reconhecemos que não houve por parte de V.Sa. qualquer tipo de agressão no interior da loja”.

“Apurei e procurei ouvir todas as versões. No vídeo, não teve tapa nenhum, não teve pegar no pescoço. Ela pegou no ombro dele, e depois até desceu a mão pelas costas dele e saiu”, disse Carolina Puga, dona da franquia da loja em Brasília.

Ainda na entrevista ao Diário do Centro do Mundo, Thiego disse que recebeu apoio de deputados como a Erika Kokay, do PT,  políticos do Rio, além de celebridades como Cléo Pires, Fernanda Lima, Maria Rita, entre outros.  “Sempre fui assim de questionar porque sou minoria. Sou negro e gay. Se eu não impuser respeito, as pessoas não vão me respeitar”, conta o homem que disse ter recebido outras propostas de trabalho. Nesta segunda-feira, dia 14, Thiego disse que não faz mais parte do quadro de funcionários da Loja Cantão.

 

 

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