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Dom de Línguas estranhas: padre Zezinho, SCJ, faz catequese esclarecedora sobre seu uso

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Dom de Línguas Estranhas, Língua dos Anjos ou fenômeno da glossolalia são alguns dos termos para designar estado de oração citado no Novo Testamento em Cartas do Apóstolo Paulo. O dom é presente na história da Igreja e retornou com maior efervescência nestes tempos por conta da experiência do Batismo no Espírito Santo, experiência cultivada por expressões ligadas à corrente de graças da Renovação Carismática Católica – RCC.

Trata-se de um dom de oração, simples, mas motivo de controvérsias em alguns setores eclesiais. Padre Zezinho, SCJ, precursor da música católica no país e um exímio pregador falou sobre o assunto. O sacerdote do Sagrado Coração de Jesus fez uma catequese esclarecedora sobre o uso deste dom, na Igreja. “Não tenho a graça de orar em línguas” é o título do texto. “Deus me deu muitas graças e sou grato por todas elas. Mas Ele nunca me deu a graça da orar em línguas desconhecidas ou estranhas. Sei que há padres, seminaristas e irmãs e leigos que oram em línguas”, escreveu o padre que possui mais de 250 mil seguidores no Facebook.

“Admiro e respeito quem diz que fala em línguas.Faz bem para ele e para quem ouve, mesmo que nada entenda”, diz o sacerdote Dehoniano. “Há que me pergunte se nunca pedi este dom. De fato, nunca pedi. Mal dou conta dos dons que já ganhei. Penso que Deus dá os dons que Ele nos destina. Não pedi muitos dos dons que ele me deu e nem imaginava que um dia eu os teria”, arremata.

O cerne de seu discurso é um episódio concreto onde lhe perguntaram a opinião. “Dias atrás um padre cantou e orou em línguas na TV . Era um domingo. Fez isso para um auditório que entende esta prática de orar. Alguém que também viu telefonou-me para ouvir minha catequese sobre esta prática . Achei normal.”

Padre Zezinho prosseguiu a análise: “Fez do jeito certo e no lugar certo. Não era a missa dominical . Lá ele orou como todos oram. Depois ele orou com um grupo pequeno. É que há varias maneiras de orar e momentos e lugares adequados . Pelo que eu saiba, os Papas que conheci não oravam em línguas, mas deixaram normas para isso ! Se eu tivesse este dom eu seguiria estas normas”. Extremamente fiel à sua conduta de comunhão e humildade que lhes são próprias, o sacerdote revelou no texto: “Quando sei que o grupo às vezes ora em línguas durante uma missa, eu me calo e deixo outro padre conduzir a celebração . Se 90% dos fiéis presentes ora em línguas é justo que os padres carismáticos conduzam o ofício”.

Confira a íntegra da catequese:

NÃO TENHO A GRAÇA DE ORAR EM LÍNGUAS!
Pe Zezinho scj
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Deus me deu muitas graças e sou grato por todas elas. Mas Ele nunca me deu a graça da orar em línguas desconhecidas ou estranhas. Sei que há padres s seminaristas e irmãs e leigos que oram em línguas.

Também sei que a maioria dos padres, bispos, arcebispos e cardeais e Papas não oravam s não oram em línguas. A maioria dos católicos não tem o chamado dom das línguas.

Esta graça Deus também não me reservou.

Admiro e respeito quem diz que fala em línguas.Faz bem para ele e para quem ouve, mesmo que nada entenda.

Há que me pergunte se nunca pedi este dom. De fato, nunca pedi. Mal dou conta dos dons que já ganhei. Penso que Deus dá os dons que Ele nos destina. Não pedi muitos dos dons que ele me deu e nem imaginava que um dia eu os teria .

Assim, celebro minha fé católica sem este dom. Já tenho outros que me levam a servir a Igreja, com o que Deus me deu !

Dias atrás um padre cantou e orou em línguas na TV . Era um domingo. Fez isso para um auditório que entende esta prática de orar. Alguém que também viu telefonou-me para ouvir minha catequese sobre esta prática . Achei normal.

Fez do jeito certo e no lugar certo. Não era a missa dominical . Lá ele orou como todos oram. Depois ele orou com um grupo pequeno.

É que há varias maneiras de orar e momentos e lugares adequados .

Pelo que eu saiba, os Papas que conheci não oravam em línguas, mas deixaram normas para isso ! Se eu tivesse este dom eu seguiria estas normas.

Quando sei que o grupo às vezes ora em línguas durante uma missa, eu me calo e deixo outro padre conduzir a celebração . Se 90% dos fiéis presentes ora em línguas é justo que os padres carismáticos conduzam o ofício.

Faço parte dos pregadores a quem Deus deu outros dons . Respeito e não interfiro. Mas, se eu estou numa comunidade na qual apenas 5% oram em línguas, eu conduzo a celebração sem esta prática. A Igreja ensina isso.

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