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Em obra do Governo do Estado, muro de Capela é derrubado sem consentimento da Paróquia

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“Uma criminosa falta de respeito!”. Foi assim que a Paróquia Menino Jesus, em Maracanaú, classificou a derrubada do muro da Capela de Nossa Senhora das Graças, na Ceasa, em sua página no Facebook. “A construtora das obras de alargamento do Anel Viário demoliu o muro inteiro de frente da capela  sem o consentimento e autorização da Igreja. A paróquia não recebeu nenhum documento da parte do Governo que a capela seria indenizada”, publicou a instituição.

Capela teve muro derrubado sem o consentimento da Paróquia.

A construção do novo viaduto naquela região  tem acarretado grandes mudanças no entorno do Anel Viário, em Maracanaú.  Há pelo menos dois anos, com o projeto em andamento, uma das áreas mais afetadas tem sido onde está localizada a Capela de Nossa Senhora das Graças, conhecida popularmente como “Capela da Ceasa”, isto por estar localizada nas proximidades do centro de distribuição de frutas e verduras, uma das Igrejas mais antigas da região, com 70 anos de fundação.

Acordo seria para construir réplica da Capela em outro lugar, posteriormente escolhido.

Uma das alças do futuro viaduto será construída na lateral da Igreja, o que tornaria o acesso a ela extremamente perigoso, a ponto de ser  inviável. O acordo feito com o administrador da Paróquia, à qual pertence a Capela, seria de construir uma réplica do prédio em outro lugar, escolhido posteriormente. Entretanto, na tarde desta quarta-feira, dia 28,  foi constatado que a construtora, mesmo sem o consentimento e a entrega de  documentação, realizou a derrubada do muro da Capela.

Palavra do Governo do Estado

A Superintendência de Obras Públicas (SOP) esclarece que, durante a movimentação de máquinas para instalação do viaduto da CE-060 no entroncamento com o Anel Viário, parte do muro da capela cedeu. Por motivos de segurança, para evitar que o restante da estrutura fosse comprometida com a vibração dos equipamentos e oferecesse riscos, foi feita a remoção dos destroços.
A Superintendência busca contato com responsáveis pelo local.

O Consórcio Souza Reis Jurema Geosistemas, construtor da obra,  informou que a pessoa responsável não poderia atender no momento da ligação.

Notícia atualizada.

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