Artesanato da Mente

Não queira apagar um incêndio com um copo d´água

beija-flor-gota

Vou tratar nesse texto de um tema de extrema importância, que é o desejo de ajudar os outros.

Infelizmente, existe um número muito grande de pessoas que não sabe a diferença absurda entre ajudar os outros e tomar as cruzes dos outros para si mesmo.

Normalmente, as pessoas mais generosas e de coração afetuoso, acabam sofrendo em demasia porque quando as pessoas que elas amam sofrem por algum motivo, elas querem dar uma de “bombeiros” e apagar um fogo que é impossível de ser apagado caso elas façam isso sozinhas, entende?

Já falei inúmeras vezes por aqui que a única maneira de ajudarmos alguém efetivamente é quando estamos muito bem conosco mesmos, ou seja, quando internamente o nosso coração está em paz e sabemos que estamos cumprindo a nossa missão de vida.

O grande problema é que existe muita gente desequilibrada e que não busca com dedicação o AUTOCONHECIMENTO. Desta forma gera inúmeros problemas para si e para os outros.

Na hora de um problema ou dificuldade, sempre aparece alguém querendo ajudar, mas que só faz na realidade absorver toda a carga de negatividade envolvida na situação. No fim das contas essa pessoa fica doente e o que antes era um ou dois problemas, se transforma em três, em quatro, em cinco e por aí vai.

O sofrimento coletivo se transforma em uma bola de neve e acaba se refletindo em coisas maiores, como no relacionamento amoroso, na relação de trabalho etc.

Você consegue perceber a gravidade do que estou falando aqui? Porém, existe uma maneira muito simples de fazer com que esses desequilíbrios todos não cresçam. Sabe qual é?

Pegue apenas a SUA cruz, e não queira agarrar também as cruzes dos outros.

Certamente você já ouviu aquele ditado que diz: “Ninguém carrega uma cruz maior do que a que pode carregar”. E essa é a mais pura verdade. Se alguém supostamente diz que não suporta a sua cruz, na realidade essa pessoa está sendo mimada, está se fazendo de vítima, de coitadinha, de injustiçada etc. etc.

Precisamos dar um basta nisso tudo!

Vou dar apenas um exemplo genérico para que você entenda bem o que estou dizendo.

Imagine que uma mãe tem uma filha e a ama profundamente. Ela acaba de se casar e vai viver junto com o seu marido.

É bem comum acontecer de quando essa garota passa por problemas conjugais essa mãe querer ser a “bombeira” de um incêndio que ela jamais dará conta de apagar.

Se a garota reclama do seu casamento, da vida ao lado do marido, dos erros dele etc. A mãe fica acobertando essa garota como se ainda fosse uma criança e daí a situação só piora.

Pense comigo! Essa garota ESCOLHEU viver com esse homem, da mesma forma ela pode também escolher viver sem ele. Fazendo isso, ela vai sofrer? Claro que vai! Mas consegue se recompor. Todos nós conseguimos.

Qual seria nesse caso a postura mais correta? Deixar a garota vivenciar tudo que for para ela vivenciar, sem INTERFERÊNCIAS, pois elas não são construtivas, na realidade são mesmo é destrutivas.

A mãe deveria dizer assim para a filha: “Querida! Você escolheu viver com ele porque quis. Eu não tenho nada a ver com as suas escolhas! Vá viver sua vida e não me peça para lhe dizer o que fazer porque definitivamente eu não vou…”.

Parece pesado não é? Mas essa é uma atitude de AMOR. O amor verdadeiro exige firmeza e segurança também, ingredientes fundamentais para o equilíbrio emocional e psíquico.

Dei esse exemplo porque sei que essa situação acontece todos os dias em todos os lugares desse planeta.

Pode ser que com esse texto você comece a entender melhor o que o mestre Jesus Cristo quis dizer com essa sábia frase “Se quiser vir a mim, renuncie-se a si mesmo, tome a sua cruz e me siga”.

Seguir Jesus não é nada fácil. Sua proposta é de uma plena busca pela LIBERDADE. A mensagem desse texto tem tudo a ver com essa frase, espero que você tenha olhos para ver e ouvidos para ouvir…

Tome a SUA cruz! Entendeu? Jesus nunca disse: tome a sua cruz, a do vizinho, do namorado, do cunhado, da sogra, do pastor, da neta. NÃO. Sua cruz! Apenas a sua cruz.

Carregar a própria cruz já é tanta responsabilidade não é mesmo? Ainda mais carregar a de várias outras pessoas. Não precisa! É peso desnecessário e que só trará desgastes.

Pense sobre isso com carinho tudo bem?

Paz e luz…

 

 

 

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