Asas e Flaps

Armas Secretas do 3º Reich 3ª parte

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Os cientistas Alemães acreditavam que o Pássaro Prateado poderia atravessar todo o atlantico com uma carga de 4.000 Kg, alcançando o continente Americano. O voo seria feito sem escalas, pousando no Pacífico, em território Japonês.

Muitas outras armas fantásticas foram produzidas e testadas na tentativa de alcançar vantagem militar, nomeadamente, o helicóptero moderno, o canhão solar – que faria convergir os raios solares por forma a derreter aviões, máquina de Vortices – destinada criar tornados artificiais, ou o canhão de ar – que criaria condições atmosféricas impraticáveis para os aviões aliados.
Algumas destas tecnologias militares Alemãs permitiram que na última metade do século XX os Estados Unidos e a União Soviética protagonizassem uma gigantesca corrida às armas, aperfeiçoando muitos dos conceitos criados em primeira mão pela Alemanha. Outras, foram utilizadas para outros fins, mais bem pacíficos.

OUTRAS ARMAS RARAS DA SEGUNDA GUERRA

SAIBA UM POUCO MAIS SOBRE:

As Bases Secretas Alemãs do Pólo Sul


Figura: Insignia da expedição alemã à Nova Suávia.Um dos maiores mistérios da Segunda Guerra Mundial é o desesperado desenvolvimento de um tão grande número de armas secretas já quando a guerra estava definitivamente perdida. Alguns acreditam que os nazis – confrontados com a derrota eminente – estavam a construir um exército que lhes permitiria continuar a guerra noutras paragens do globo. Alguns acreditam que se tratava do Reduto Alpino, uma gigantesca série de subterrâneos ligados entre si para onde Hitler retiraria assim que a situação em Berlim fosse insustentável, outros, menos prosaicos, julgam que esse último Reduto era no Pólo Sul.
O interesse pelo Pólo Sul por parte da Alemanha nazi remonta praticamente ao momento da sua chegada ao poder. Já em 1938, Hitler tinha enviado o Capitão Alfred Richter para o Pólo Sul. Nessa expedição – longa de três semanas – dois hidroaviões foram lançados do navio Schwabenland (batizado expressamente para essa missão) sobre os territórios que na altura a Noruega reinvidicada sob o nome de Queen Maud Land. A expedição aprofundou os conhecimentos sobre essa região do Pólo, cobrindo uma área de 370.070 km2, fotografando quase metade dessa área. Para demarcarem esse território, os hidroaviões lançaram nessa área algumas centenas de pequenas marcas de metal com a suástica e com um esporão de modo a que ao cairem ficassem cravadas verticalmente no gelo. Ao mesmo tempo esse território era reclamado para a Alemanha.
Já depois do começo do conflito, em 1940, dois baleeiros noruegeses foram capturados pelos fuzileiros do navio corsário alemão Pinguin quando estavam atracados na Queen Maud Land. Pouco depois o mesmo sucederia com toda a frota. Entre 1940 e 1941 esse navio corsário afundaria uma tonelagem total de mais de 135.000 toneladas em cargueiros aliados, até que em Maio de 1941 seria perseguido e afundado pelo H.M.S. Cornwall da marinha britânica. Mas os seus irmãos gémeos, o Komet e o Atlantis continuaram em operação até ao fim da guerra naquelas mesmas águas.
Existem testemunhos da atividade de submarinos alemães nos mares do sul pelo menos até 1947. Como se conseguiriam abastecer? Pilhavam os navios que capturavam e depois afundavam? Ou usavam algumas instalações secretas construídas durante a guerra no Pólo?
Segundo um já citado artigo da revista “Brisant”, em Abril de 1945, dois cargueiros submarinos, o U-530 e o U-977 partiram do porto báltico de Kiel transportando membros das equipas que trabalhavam com no “Projekt Saucer”, planos e componentes para aeronaves discóides. Depois de abastecerem em Christiansund a 26 teriam descarregado na Neuschwabenland. A 17 de Agosto de 1945, os submarinos terminariam a sua viagem na Argentina. Um ano depois desse interrogatório os EUA organizavam a maior – até então – expedição ao Pólo Sul sob o publico propósito de “circunavegar a costa Antártida de 16.000 milhas e mapeá-la.” Tratava-se da Operação Highjump, comandada pelo experiente Almirante Richard Evelyn com 13 navios, 2 navios com hidroaviões, 1 porta-aviões, 6 transportes R4D, 6 hidroaviões Martin PBM, 6 helicópteros, agrupando mais de 4.000 homens. A força militar reunida para este efeito era sem dúvida espantosa, especialmente se considerarmos que se tratava de uma expedição científica e que a guerra já tinha terminado. É certo que no final do conflito, o exército dos EUA tinha pessoal e equipamento em excesso e que podia reunir facilmente esses meios, mas estranha-se ainda mais que o primeiro ponto da costa da Antártida tocado pela expedição fosse precisamente a Neuschwabenland, a 27 de Janeiro de 1947, dividindo-se então em três. O relatório oficial da Operação Highjump afirma o seu completo sucesso, escrevendo-se nomeadamente que reuniu mais informação sobre o Antártico do que aquela que era previamente conhecida. Mas relatos que chegaram à imprensa afirmam que a expedição sofreu várias baixas logo no primeiro dia em que tocaram a Neuschwabenland, que quatro dos seis hidroaviões desapareceram e que embora a expedição devesse demorar cerca de 6 meses, regressou aos EUA ao fim de apenas algumas semanas, em Fevereiro de 1947. Ainda mais intrigante foi a declaração proferida pelo Almirante Evelyn a um repórter: “necessary for the USA to take defensive actions against enemy air fighters wich come from the polar regions”, caças de natureza nunca especificada. É certo que com o advento da Guerra Fria, e numa fase em que ainda não existiam misseis intercontinentais, o trânsito pelo Pólo Norte era a via mais curta para os bombardeiros soviéticos atacarem a América do Norte. Evelyn podia referir-se a esse Pólo. Mas a entrevista abordava ao tema da sua expedição à Antártida. Então que “caças inimigos” seriam esses?
Partindo da hipótese que os dois submarinos que aportaram na Argentina (fato comprovado) foram abastecer alguma base secreta alemã no Pólo, como se explica que tenham aportado à Argentina, arriscando assim a captura? Existem várias explicações:
1) as suas tripulações podem ter optado por não ficarem nas certamente lacónicas instalações polares em condições bastante adversas e com recursos escassos;
2) a própria chefia dessas hipotéticas instalações perante a impossibilidade física de acolher os tripulantes pode ter optado por enviá-los para a Argentina;
3) os dois cargueiros podiam estar em busca de mantimentos e os interrogatórios aos tripulantes afirmam que estes esperavam acostar a uma Argentina amigável (aliás, a Argentina estivera prestes a alinhar com a Alemanha no começo da Guerra).
Existe outra questão quanto a estes dois cargueiros submarinos: Se partiram de Christiansund a 26 de Abril de 1945 e se aportaram no Mar da Prata só em 17 de Agosto, onde estiveram durante esse período? Segundo o comandante do U-977, o Capitão Heinz Schaeffer, a sua missão era a de patrulhar o Atlântico Sul e quando estavam em Christiansund tinham ouvido pela rádio as notícias da rendição alemã. Confrontado perante a perspectiva de uma longa permanência nos campos de prisioneiros aliados, o comandante deu aos seus tripulantes a opção de serem deixados nas praias da Noruega ou de tentarem rumar até à Argentina, onde esperavam cobertura para poderem “desaparecer”, à semelhança do que preparavam tantos líderes nazis. Alguns tripulantes optaram por desembarcar na Noruega, o que ocupou o submarino nessas paragens até 10 de Maio. Após o que imergiram e – sempre sem subirem até à superfície – atravessaram o Mar do Norte, o Canal da Mancha, A Península Ibérica, a costa ocidental africana até sessenta e seis dias depois emergirem finalmente em pleno Atlântico. Dias depois desembarcavam para recolha de mantimentos na Ilha Branca do arquipélago de Cabo Verde. Depois de tornarem a zarpar camuflaram o submarino colocando-lhe velas falsas de modo a que ao longe parecesse um vulgar veleiro. Só quando se aproximavam do Rio de Janeiro é que pela radio souberam que o U-530 tinha, à semelhança do que pretendiam fazer, aportado no Rio da Prata e que a sua tripulação tinha sido capturada e entregue aos EUA. Sem outra alternativa, acabaram por decidir seguir-lhe o exemplo e a 17 de Agosto aportavam também eles no Mar da Prata, onde eram também capturados. Foi esta a história contada por Schraffer quando as autoridades militares argentinas lhe colocaram três questões: 1) Onde tinha estado o U-977 quando o cargueiro brasileiro Babia era afundado? 2) Porque é que o U-977 só tinha aportado à Argentina 4 meses depois do fim da guerra? e 3) O U-977 tinha levado alguém de “importância política” até à Argentina? Schraffer respondeu que nunca estivera na região onde o Babia fora torpedeado, justificara a demora com a história acima narrada e afirmara nunca ter transportado ninguém de de “importância política”. Semanas depois, uma comissão anglo-americana desembarcava na Argentina e submetia o comandante a um interrogatório mais apertado. Os enviados americanos insistiram na presença ou não de Hitler e Martin Bormann no submarino, e se tinham sido levados para a Patagónia ou para alguma base secreta na Antártida. Perante as repetidas negativas de Schraffer e do comandante do U-530, Otto Wehrmut, estes foram encerrados num campo de prisioneiros perto de Washington para novas sessões de interrogatórios. Por fim, os americanos cansar-se-iam e entregariam os dois militares aos britânicos que em Antuérpia conduziriam as suas próprias sessões de interrogatórios durante meses, igualmente sem conseguirem obter dos comandantes alemães outras respostas. Finalmente libertado, Schaeffer regressaria à Alemanha, mas por pouco tempo visto que meses depois partiria para a Argentina, onde juntaria à grande colónia alemã nesse país sul-americano.
A história do U-977 levantam uma série de questões intrigantes: Desde logo, o que teria levado os comissários aliados a acreditar que Bormann ou Hitler pudessem estar numa base alemã no Pólo Sul? Por outro lado, Schaeffer dificilmente pode ser considerado apenas “mais um” oficial alemão capturado, para além de todas as questões envolvendo a captura do U-977, o capitão também tinha passado boa parte da sua carreira protegendo os centros experimentais de Regen e Peenemunde, para o que merecera certamente uma alta classificação de segurança, o que também explicava a sua inclusão no selecto grupo de oficiais alemães que primeiro testou os novos submarinos Tipo XXI. Adicionalmente, Schaeffer não estava no Atlântico Sul pela primeira vez, tendo realizado diversas missões nessa região. Mas a permanência debaixo de água por 66 dias do U-977 também levanta algumas dúvidas. O sistema de Schnorkel permitia efectivamente que os motores e a tripulação recebessem ar por esse meio, mas só poderia obter o combustível necessário se se abastecesse pelo menos duas vezes num tanque, dos quais a Alemanha manteve alguns entre a Antártida e Gibraltar. Esses tanques submarinos com as suas 2.000 toneladas de combustível transportado podiam alimentar até 10 U-boats.
Quando à construção de instalações subterrâneas na Neuschwabenland, não existem dúvidas sobre a capacidade técnica da Alemanha para as construir nesse território. As construções subterrâneas alemãs na Europa assumiram proporções gigantescas e os trabalhadores e materiais poderiam ter sido discretamente transportados em cargueiros submarinos (como o U-977 e o U-530) até ao Pólo Sul. Quanto ao secretismo, recordemo-nos que as enormes fábricas subterrâneas do Harz só foram descobertas depois da guerra, pelo que instalações muito mais secretas, mais remotas e bastante menores tinham todas as possibilidades de permanecerem secretas durante todo o tempo necessário.
Embora seja provável que a um dado momento a Alemanha tenha construído algum tipo de instalações secretas na Antártida, não parece crível que essas instalações tenham alguma vez atingido as dimensões gigantescas que autores como M. K. Jessup defendem. Alías, a credibilidade das afirmações deste autor é imediatamente posta em causa quando o mesmo paralelamente à existência de bases alemãs no Gran Chaco, na Patagónia e na Antártida defende que os melhores cientistas alemães se teriam refugiado em imensas cavernas sob o solo da Lua.

Fonte: CINEASTV.COM

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