Asas e Flaps

Entrevista exclusiva com o ex-comissário da Varig Carmelino sobrevivente do acidente com um Boeing 707 Varig em 1973 , ele esclarece: a verdade foi outra

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Estávamos em São Paulo último dia 14/6/14 nos dirigindo para São Carlos onde faríamos a cobertura de evento que ocorre anualmente no Museu da TAM chamado “Encontro das Velhas Aguias”  quando fomos apresentados ao Sr Carmelino pela Srta Marta Lucia Bognar que preside a ABRAPAER Associacao Brasileira de Preservacao Aeronautica , e tendo sabido da participação do Sr Marcelino naquele fatídico voo, solicitamos uma entrevista o qual gentilmente concordou em conceder-nos.

Nesta entrevista exclusiva para o Blog ASAS & FLAPS, o ex-comissário Carmelino nos relata o que  realmente aconteceu naquele acidente e como a tripulação se portou heroicamente  tentando desesperadamente salvar os passageiros,  assistam e entendam o que aconteceu com  um Boeing 707 prefixo PP-VJZ, da Varig que realizou um pouso de emergência sobre uma plantação de cebolas, a cerca de quatro quilômetros do aeroporto de Orly na França, devido à fumaça existente dentro da cabine, provocada por um incêndio iniciado na traseira do avião. O incêndio, a fumaça e a aterrissagem forçada resultaram em 123 mortes, com apenas onze sobreviventes (dez tripulantes e um passageiro).

Quando concluimos esta entrevista tivemos a consciência que estávamos mudando a história daquela tragédia que abalou o Brasil e o mundo, fatos inéditos surgiram da boca de quem ESTAVA LÁ

Quando Carmelino fala sobre fumaça branca e depois um grossa fumaça preta seguida de incêndio a bordo entendemos que realmente o incêndio não se originou  de um cigarro deixado por passageiro no toalete como afirmou a imprensa da época, e sim de algo que entrou em combustão no porão da aeronave

Voo820

Abaixo a versão que foi noticiada na época em que afirma que um cigarro foi jogado por um passageiro na lixeira do toalete, tese com que não concordamos após ouvir o relato do ex-comissário sobrevivente nesta nossa entrevista exclusiva para o ASAS & FLAPS

Incêndio

A tragédia começou quando um incêndio se iniciou no toalete, poucos minutos antes da chegada à escala. O avião já se encontrava em procedimentos de descida, com todos os passageiros em seus assentos presos pelos cintos de segurança, quando a fumaça começou a tomar a aeronave. Membros da tripulação tentaram conter o incêndio que principiava no fundo do avião, na área dos banheiros, mas não conseguiram encontrar uma maneira de apagá-lo. A aterrissagem de emergência foi feita a pouco mais de um quilômetro da pista de Orly, num campo de cebolas da vila de Saulx-les-Chartreux, ao sul de Paris.

Os pilotos não conseguiam ver nada através da fumaça que invadiu a cabine e perderam a comunicação com a torre de comando do aeroporto. Quando a aeronave realizou o pouso de emergência, a maioria das pessoas a bordo já havia morrido, intoxicada pela inalação da fumaça. Apenas um passageiro sobreviveu — Ricardo Trajano, de 19 anos, que se recusou a atender a ordem dos comissários de ficar sentado preso pelo cinto e pousou sentado no chão e agarrado na porta da cabine—, enquanto a maior parte da tripulação deixou o avião pela saída de emergência da cabine do piloto. O comandante do voo, Gilberto Araújo da Silva, que sobreviveu à tragédia, desapareceria seis anos depois, em 1979, enquanto comandava outro voo, de carga, sobre o Oceano Pacífico, na rota Tóquio–Los Angeles–Rio de Janeiro.

Entre as vítimas fatais estavam personalidades, como o cantor Agostinho dos Santos, a atriz e socialite Regina Lecléry, o iatista Jörg Bruder, o senador Filinto Müller, então presidente do Senado Federal, e os jornalistas Júlio Delamare e Antônio Carlos Scavone.

Todos os sobreviventes escaparam com ferimentos, de queimaduras a fraturas pelo corpo, provocadas pelo pouso forçado no terreno irregular, incluindo o 1º oficial Antônio Fuzimoto — responsável pelo comando nos momentos finais e pelo pouso no campo, por completa impossibilidade de visão do comandante Gilberto Araújo — com fratura exposta no braço.

O passageiro sobrevivente

O jovem Ricardo Trajano, de 1,90 metro de altura, que viajou sozinho na fila 27 do avião, espalhado nas três cadeiras da penúltima fileira da classe turística , foi o único sobrevivente da tragédia entre os passageiros (dos dezessete tripulantes, sete morreram). Salvou-se por sair do lugar e ficar sentado perto da cabine de comando, respirando menos fumaça na área próxima do tapete do corredor. Ele conseguiu chegar ao pouso respirando gases tóxicos desmaiado e inconsciente, mas vivo, enquanto as pessoas morriam a sua volta, paralisadas em sua poltronas pelo gás carbônico da fumaça negra que envolveu todo o interior da aeronave em minutos. Ricardo foi retirado desmaiado e agonizando do avião, pelo primeiro bombeiro francês que chegou ao local, Jean-Marc Veron, oito minutos após o pouso forçado, que conseguiu abrir a porta principal do avião, encontrando um corpo caído encostado nela. Parte do seu corpo estava queimado porque após o pouso o teto do avião desabou em fogo sobre o interior da aeronave.

Um ano após a tragédia do voo RG-820, já recuperado depois de passar dois meses internado no Hospital da Beneficência Portuguesa, no Rio de Janeiro, transladado de maca de Paris num voo especial da Varig, Ricardo Trajano entrou numa loja da Varig no Hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, e dirigiu-se à surpresa atendente do balcão de passagens dizendo: “No ano passado comprei uma passagem para Londres, mas o avião caiu e eu não cheguei lá. Acho que tenho direito a outra.” Levou a passagem na hora.

Medidas de segurança da FAA

A causa mais provável do incêndio foi uma ponta de cigarro acesa, que teria sido jogada na lixeira do toalete da aeronave no orifício coletor de papéis. Após o desastre, a Federal Aviation Administration exigiu medidas de segurança em todos os aviões, como a colocação de avisos proibindo o fumo nos toaletes e a colocação de cigarros nos cestos de lixo, o anúncio aos ocupantes de que é proibido fumar naquele local, instalação de cinzeiros em determinados pontos da cabine e a realização de inspeções periódicas nos toaletes. Posteriormente o fumo seria banido dos aviões.

Fonte: Wikipedia

Entrevista com o ex-comissario Carmelino foi produção exclusiva do blog ASAS & FLAPS

 

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Autor Alberto Studart tema: Ficção científica . Vocês irão adorar . Cliquem no link abaixo:

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