Asas e Flaps

História do APP Aeroclube Politécnico de Planadores de SP – 4ª Parte

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Werner se preparando para um vôo no Leister-Kaufmann:

Fonte da foto acima : Vôo a vela em preto e branco

Campo do Butantan

           Em 1941 o Clube começou a operar no novo Campo do Butantan (mais tarde Butantã significa: terra dura em Tupi), nas margens do Rio Pinheiros, ao lado da atual Raia Olímpica na Cidade Universitária, extremamente bem dimensionado para as operações do vôo a vela, com uma pista de 1200m de comprimento x 100m de largura, bem compactada, gramada e drenada. Um hangar espaçoso com boa iluminação e ventilação natural,  porém sem piso revestido. Para estas obras muito cooperaram os Poderes Públicos de São Paulo, principalmente através da Secretaria de Viação e Obras Públicas e a parte de alvenaria e instalações foi ofertada ainda uma vez mais pelo organismo que sempre o protegeu: O IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas da USP.

        Posteriormente as duas cabeceiras foram encurtadas, ficando a pista com cerca de 800m x 100m e mantínhamos no hangar as seguintes aeronaves, planadores:

Caboré  IPT-12 PT-PBT Laminar IPT-17 sem prefixo Olympia “Meise” PT-PBS e PT-PCJ

Olympia_Meise_Weinheim

 Kranich PT-PBW

DFS_Kranich_II_SWE_a

 Göppingen 1 Wolf PT-PAI

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os aviões rebocadores:

 Piper Cub PA-18 PP-GKQ

http://youtu.be/tRlPWGzg9SQ

 Stearman BT-76 PP-GGI

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 Waco C.S.O PP-RAE (triplace 2 passageiros na frente + piloto atrás)

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 Paulistinha CAP-4 PP-RKK desmontado e outros aviões:

Índice

 Bichinho IPT-0B PP-ECM e

 Surubim IPT-16 PP-ZPF da Seção de Aeronáutica

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 Paulistinhas CAP-4 particulares PP-RQB do Haroldo Lopes e PT-AXS do Ampélio Zocchi

 Tínhamos um depósito de combustível, uma pequena sede social e o guarda-campo Renato Molinari morava numa casa ao lado do hangar com sua família.

             Nessa época o Clube contratou o instrutor Marley Chamorro Las Casas em tempo integral, para ministrar aulas durante a semana inteira.

             Os pilotos eram: Leonardo Gabriel Jafet, Ampélio Zocchi, Sylvio de Oliveira, Franz Schubert, Heinrich Karl Heinz, Virgilio Pomarico dos Santos, Ekkehard (Ekki) Carlos Fernando Schubert, Werner Briest, Gehard Prokesch, Paulo Diederichsen Villares, Elias Penteado Leopoldo Guerra e outros.

             Os pilotos-rebocadores: Robert Wasicky, Isac Flor, Mário Pisaneschi e Alberto Colotto.    Os alunos: Massud Gebara, Mbada Added, Jacques Resmond, Piero Manginelli, João Carlos Cauduro, Walter Maffei, Helgo Sack, Dejan Alexander Golik, Amleto Lollini, Giorgio Poli, Edson Lahor, Lino do Espírito Santo, José Miguel Pinotti, Marcos Guerra de Oliveira, Milton Machado Rizzi, Rubens Junqueira Villela, Udo Ralph Haaben, Luiz Hideo Ishida

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  Galeria de Luiz Hideo Ishida

             As operações normais de instrução eram feitas com os Neiva-B “Monitor” PT-PAM e PT-PCI. Os vôos solos nos planadores Grunau Baby II PT-PAB, PT-PAC e PT-PCF, Wolf PT-PAI, Caboré PT-PBT.

        Descobrimos uma falha na decolagem no Neiva-B “Monitor” PT-PCI, então foi interditado de vôo em todo o Brasil para averiguação. Então reativamos o nosso Kranich PT-PBW mesmo sem o capô traseiro e depois o Marreco PT-PAO para não paralisarmos  as nossas atividades.    Naquele tempo o Alberto Bertelli usava o nosso campo como base de suas operações nos vôos de táxi-aéreo para Registro com os Stinson Reliant e posteriormente com o Casmuniz 5-2 bimotor. Dava o famoso show com o Vôo do Bêbado no Paulistinha CAP-4 PP-RQB, fazendo uma curva de 180o na cabeceira da pista, de longe parecia que tinha
apoiado a ponta da asa no chão!

Voo do bêbado

Fim da 4º parte