Asas e Flaps

Boeing C-17 Globemaster III

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Essa imagem mostra o compartimento de carga do avião.

O Boeing C-17 Globemaster III foi um avião de transporte tático feito pela Boeing Integrated Defense Systems, e operada pela Força Aérea Americana, Real Força Aérea , Real Força Aérea Australianae e Força Aérea da Índia A OTAN planeja adquirir a aeronave.

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Um C-17 Globemaster voando. Perceba as singularidades do desenho desse avião.

Nos anos 70, a USAF estava olhando um avião de transporte tático para substituir o C-130 Hercules. Existiam uma competição entre Boeing e McDonnell Douglas. A Boeing propunha o Boeing YC-14 e a McDonnell Douglas propunha o McDonnell Douglas YC-15. Ambos excediam as especificações requeridas, e a competição foi cancelada antes do vencedor ser escolhido.

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O Boeing C-17 Globemaster pode ser convertido em um avião para transporte de passageiros, como mostra essa imagem.

O Boeing C-17 Globemaster III apresenta uma característica muito interessante: o trem de pouso. A imagem ao lado mostra perfeitamente como é o trem de pouso desse avião. A primeira coisa a ser notada é o fato de as portas do mesmo permanecerem abertas enquanto ele está abaixado. Isso, é estranho, pois a maioria dos aviões desse porte tem um mecanismo que permite essas portas serem fechadas com trem de pouso estendido. Além disso, o trem de pouso traseiro é formado por dois pares de rodas principais. Porém, do lado de cada roda “interna” existe uma outra roda, em posição um pouco elevada, voltada para o centro da aeronave. O trem de pouso frontal é simples, isto é, duplo. É difícil ver um avião desse porte ter apenas uma roda, mesmo no trem de pouso frontal.

Outra característica interessante sobre o modelo é a sua capacidade de abrir a porta do compartimento de carga, em pleno voo, mesmo sem a adição de uma segunda fuselagem. Alguns aviões que possuem essa capacidade, como o C-5 Galaxy ou Antonov An-124 precisam de uma segunda fuselagem para dar a resistência estrutural que a aeronave precisa para abrir a porta traseira do compartimento de carga em pleno voo. (Veja as páginas dos C-5 Galaxy ou do Antonov An-124 para saber a razão da necessidade dessa segunda fuselagem.) Além disso, os aviões supracitados possuem duas portas que dão acesso ao compartimento de carga, uma de proa (frontal) e outra de popa (traseira). O Globemaster III, por sua vez, possui apenas a porta de popa. Entretanto, essas portas que mencionamos são acessos para carga. Existem várias outras destinadas a permitir que humanos entrem e saiam do Globemaster. Aliás, o Globemaster tem duas portas de popa, uma de cada lado, que podem ser abertas em pleno voo, para a liberação de soldados paraquedistas.

Ao lado, exibimos um pequeno vídeo promocional que mostra um pouco das capacidades operacionais do Globemaster III. Note que o Globemaster é capaz de “lançar fogo”. Esse “fogo”, na verdade, é uma medida de defesa que visa proteger o avião de ataques com mísseis termossensíveis. Ela funciona atraindo tais mísseis para si e, consequentemente, desviando eles do avião. Duração do vídeo: 1 min e 10 segs.

O compartimento de carga desse avião possui comprimento de 20,78 metros. O comprimento da rampa é de 6,52 metros e sua capacidade é de 18,144 toneladas. A largura utilizável do compartimento de carga é de 5,49 metros e a altura é de 4 metros e meio, depois das asas. Antes das asas, a altura é de 3,76 metros.

O sistema eletrônico do Boeing C-17 Globemaster III trabalha com quádrupla redundância. Isso significa que, se um dos sistemas falhar, há outros três trabalhando. O sistema de navegação é digital, assim como muito outros componentes da aeronave.

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Boeing C-17 Globemaster III

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Boeing_C-17_Globemaster_III