Asas e Flaps

Os primórdios da Nordeste Linhas Aéreas

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A Nordeste nasceu usando os EMB110 da TRANSBRASIL e até efetuando algumas de suas rotas (como por exemplo do vôo para Ilhéus e João Pessoa), com os Bandeirantes coloridos e a adição apenas de um N com um pequeno “E” incluso na cauda e voavam uma rede tímida composta por:

RE001 Diário – Salvador 18:35/19:20 Ilhéus
RE002 Diário – Ilhéus 08:00/08:45 Salvador
RE007 Segunda, Quarta e Sexta – Salvador 08:35/09:20 Ilhéus 09:35/10:40 Nanuque 10:55/11:40 Governador Valadares 11:55/12:45 Pampulha
RE008 Terça, Quinta e Sábado – Pampulha 13:30/14:20 Governador Valadares 14:35/15:20 Nanuque 15:35/16:40 Ilhéus 16:55/17:40 Salvador
RE009 Terça, Quinta e Sábado – Salvador 08:35/09:20 Ilhéus 09:35/10:20 Almenara 10:35/11:40 Governador Valadares 11:55/12:45 Pampulha
RE010 Segunda, Quarte e Sexta – Pampulha 13:30/14:20 Governador Valadares 14:35/15:40 Almenara 15:55/16:40 Ilhéus 16:55/17:40 Salvador
RE011 Segunda à Sábado – Salvador 13:00/14:40 Bom Jesus da Lapa 15:00/15:45 Barreiras 16:00/17:40 Brasília
RE012 Segunda à Sábado – Brasília 07:00/08:40 Barreiras 08:55/09:40 Bom Jesus da Lapa 10:00/11:40 Salvador
RE013 Segunda à Sábado – Recife 06:40/07:40 Paulo Afonso 08:00/08:40 Petrolina 09:00/10:15 Salvador
RE014 Segunda à Sábado – Salvador 12:00/13:15 Petrolina 13:35/14:15 Paulo Afonso 14:45/13:55 Recife
RE015 Segunda à Sábado – Fortaleza 06:30/07:35 Juazeiro do Norte 07:55/08:45 Paulo Afonso 09:00/10:10 Salvador
RE016 Segunda à Sábado – Salvador 11:30/12:40 Paulo Afonso 12:55/13:45 Juazeiro do Norte 14:00/15:05 Fortaleza
RE029 Segunda à Sábado – João Pessoa 06:00/06:25 Recife
RE030 Segunda à Sábado – Recife 19:30/19:55 João Pessoa

Todos os horários em hora local e operados por EMB110 Bandeirante de 15 assentos, a Nordeste foi de longe por muitos anos a mais complicada das regionais. Estatal, teve parte do controle acionário (que eram de privados na época) disputados até na justiça, intervenções do DAC, foi a única a não adotar Fokker 27 ou Fairchild 227 na época. Sua malha inicial foi logo desfeita com a saída de Juazeiro do Norte e Fortaleza, o redesenho da malha mineira que era praticamente “outra empresa” e a inclusão de três destinos vitais para sua existência na Bahia: Porto Seguro, Vitória da Conquista e Guanambi. Foi também a penúltima a tirar o EMB110 de circulação, enquanto VOTEC, TAM, RIO-SUL já possuíam jatos, a Nordeste e TABA insistiam no Bandeirante, ainda que esta última tenha tido diversas experiências com aviões maiores.

Vale lembrar que a Nordeste por anos foi a única operadora de Fernando de Noronha, no entanto quando foi criada a linha ficou retida para a TRANSBRASIL que a operava da seguinte forma:

QD506 Sextas e Domingos – Natal 13:50/15:30 Fernando de Noronha
QD507 Sextas e Domingos – Fernando de Noronha 15:50/15:30 Natal

Considerar horário local em FEN e operação com BAC 1-11, o famoso One-Eleven. A TRANSBRASIL ainda usava o código QD que era oriundo dos tempos de SADIA e que em 1995 foi escolhido como código da InterBrasil, haja vista que desde os anos 80 a TRANSBRASIL adotou o código TR, o qual usou até o seu fim.

Sobre o Autor

Alexandre Conrado, Piauiense, amando e pesquisando aviação comercial desde 1982, dedicando-se profissionalmente em Aeroportos e Manutenção há 14 anos. É apaixonado por hélices, poucos jatos e música eletrônica. Consultor na ACW Consultoria em Aviação e Hotelaria

Fonte: Avioes e Musicas