Asas e Flaps

O Papel da FAB na Segunda Guerra Mundial

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P-47 Thunderbolt empregado pela FAB durante a II Guerra Mundial.

A Força Aérea Brasileira obteve seu batismo de fogo durante a Segunda Guerra Mundial participando da guerra antissubmarino no Atlântico Sul e, na Europa, como integrante da Força Expedicionária Brasileira que lutou ao lado dos Aliados na frente italiana. Foram enviadas para a Itália duas unidades aéreas da FAB, o 1º Grupo de Aviação de Caça, o Senta a Púa!,

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O símbolo Senta a pua! exposto no National Museum of the U.S. Air Force.

e a Primeira Esquadrilha de Ligação e Observação (1ª ELO). A Força Aérea Brasileira contribuiu ao esforço de guerra dos Aliados na 2 ª Guerra Mundial, especialmente na frente italiana. A FAB estava principalmente equipada com aviões americanos tais como o Thunderbolt P-47.7 7 8 9

O submarino alemão U-199

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foi afundado 31 de julho de 1943 no Atlântico Sul a leste do Rio de Janeiro, por bombas um avião Mariner americano (VP-74) e dois aviões brasileiros (Catalina e Hudson) da Força Aérea Brasileira. Houve 49 sobreviventes e 12 mortos.

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Em 9 de novembro de 2003, foi inaugurado em Pianoro, Itália, mais precisamente no distrito de Livergnano, uma placa em homenagem ao 2º Tenente-Aviador John Richardson Cordeiro e Silva, primeiro piloto da FAB abatido em combate, e a todos os demais integrantes da Força Aérea que estiveram lutando na Itália durante a Segunda Guerra Mundial. A placa foi agregada ao monumento já existente em homenagem aos que morreram combatendo os nazifascistas na guerra. A localidade de Livergnano foi escolhida por ter sido o local onde a aeronave de caça do tenente Cordeiro, um P-47 Thunderbolt, foi abatida em 6 de novembro de 1944, pela temida Flak, bateria antiaérea alemã, no regresso de uma missão de combate no norte da Itália.

Fonte: Wikipedia

22 ABRIL: O MAIS LONGO DOS DIAS DA FAB NA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

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Aviões P-47 do Primeiro Grupo de Caça da FAB decolam para missão na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial

“No dia 22 de abril de 1945, pilotos brasileiros escreveram um dos mais importantes capítulos brasileiros na luta contra o nazismo na Itália; militares voaram mais de uma missão de guerra nesse dia.

Em muitas ocasiões, como comandante do 350th Fighter Group, eu fui obrigado a mantê-los no chão quando insistiam em continuar voando, porque eu acreditava que eles já haviam ultrapassado os limites de sua resistência física.”

As palavras são do Major General Nielsen, ex-comandante da unidade americana à qual os pilotos da Força Aérea Brasileira (FAB) estavam subordinados na Itália. O comentário fez parte do pedido para que o Primeiro Grupo de Aviação de Caça (1º GAVCA) recebesse a Citação Presidencial Americana –apenas três unidades estrangeiras possuem a comenda.

Os brasileiros entraram em combate no final de 1944 e participaram, no início do ano seguinte, da ofensiva de primavera –um grande esforço aliado para acabar com o conflito na Europa.

Ao mesmo tempo em que conquistavam resultados expressivos, o Grupo de Caça perdia em média três pilotos por mês –média igual à da Força Aérea Americana (USAF), incluindo pilotos abatidos e mortos, desaparecidos e capturados.

Às vésperas do dia 22 de abril, em muitas ocasiões, os pilotos brasileiros tiveram de tomar importante decisão diante das sucessivas baixas: o 1º Grupo de Caça deixaria de existir, com seus pilotos e mecânicos distribuídos nos demais esquadrões aliados, ou continuariam lutando, com número maior de voos por dia, arriscando mais a vida, mas como uma unidade brasileira.

Só quem esteve em combate sabe o que é voar mais de uma missão no mesmo dia”, recorda o Major-Brigadeiro-do-Ar Rui Moreira Lima, veterano do Grupo de Caça e autor do livro “Senta a Púa!”. Decidiram lutar mais.

No dia 22 de abril de 1945, num único dia, os pilotos da FAB realizaram 11 missões, na data que simboliza a Aviação de Caça Brasileira. Voaram duas, até três vezes, em intervalos de poucas horas, sob fogo inimigo e enfrentando grande desgaste físico –um piloto perdia dois quilos em uma missão de duas horas de duração.

Engana-se quem pensa que o esforço acabou ali. Por mais três dias, os pilotos brasileiros voaram dez missões diárias. O 22 de abril é, até hoje, o Dia da Aviação de Caça.

Fonte: Blog  Democracia & Politica

O MINISTÉRIO, A II  GUERRA E OUTROS AVIÕES

Ao relatar fatos históricos, nem sempre conseguimos nos manter dentro de uma sequência cronológica exata, devido a certas ligações nas alternativas dos  acontecimentos. Assim,  para poder melhor complementar as partes somos levados a saltar um tanto a frente, retrocedendo no tempo logo em seguida.

Voltemos então a uma data anterior, ou seja o 1º de Setembro de 1939. Nesse dia fatídico as forças armadas da Alemanha Nazista invadiram a Polônia, acendendo o estopim que faria explodir a II Guerra Mundial, que somente terminaria no final de 1945. Não temos porque repetir maiores referências a este drama sobejamente descrito e documentado. Cumpre, no entanto lembrar que em função de posição política e pelo fato de navios brasileiros serem torpedeados em nossas próprias águas territoriais por submarinos alemães e italianos, o Governo Brasileiro declarou guerra em 22 de Abril de 1942 ao Nazi-Facismo que dominava a Alemanha e Itália.

Fato interessante ligando o vice-presidente do Aeroclube com a agressão ao nosso país merece ser relatado. O cargo era ocupado por Amadeus Saraiva, na época considerado aviador de renome internacional, quando, em 1936 recebeu do Governo Italiano a honraria da “Croce di Ufficiali dell” Ordine della Corona d”Italia”, Pois o capitão Saraiva devolveu a comenda ao governo italiano em repúdio aos ataques efetuados pelos facistas italianos aos navios mercantes brasileiros.

Pouco antes, em Janeiro de 1941, era criado o Ministério da Aeronáutica, tendo a frente como primeiro titular o Sr Joaquim Pedro Salgado Filho. Consequentemente, as armas de aviação tanto naval como do exército foram reunidas, recebendo o nome de Força Aérea Nacional logo em seguida renomeada Força Aérea Brasileira (FAB). Seguiram-se os reflexos em Marte quando o Parque Regional deixando de ser do Exército, passou a denominar-se Parque de Aeronáutica de São Paulo. Poucos meses depois a área militar de Marte recebia a instalação do 2º Corpo de Base Aérea, posteriormente designado Base Aérea de São Paulo  (BASP), sendo transferido para o Campo da Fazenda Cumbica, em 1944.

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A entrada do Brasil na II Guerra Mundial, aliada ao fato da existência então recente de uma Força Aérea, teve seus reflexos sobre a aviação praticada no Campo de Marte, tanto na área militar como na rotina aeronáutica civil, incluindo aspectos de conduta no Aeroclube de São Paulo.

Quando o Ministério da Aeronáutica assumiu o DAC, este passou a ser denominado Diretoria de Aeronáutica Civil, em lugar de Departamento, criando-se gradativamente as regulamentações para a aviação civil sob a ótica militar, sendo criada a Divisão Aerodesportiva. O ensino da aviação em aeroclubes passou a ser mais rigoroso e estabeleceram-se as matérias obrigatórias a serem dominadas para se conseguir aprovação no exame teórico do DAC. Os examinadores de aptidão em pilotagem, com o tempo passaria a ser “checadores” , sendo aviadores da FAB ou pilotos civis autorizados pela autoridade militar. Exames médicos obrigatórios e seletivos de aptidão física triavam os candidatos a aviadores nos centros médicos militares  (inicialmente em São Paulo dentro do BASP). Posteriormente foram centralizados na clínica do Polaer (Policlinica da Aeronáutica), que se situava em casarão antigo na Rua Augusto 2099.

Fim da 1ª parte

Fonte: Memórias da Aviação Paulista de Edgard O.C. Prochaska