Asas e Flaps

Embraer E-190 da Aeromexico Connect ultrapassou limite da pista durante rejeição de decolagem


Um E-Jet da Aeromexico Connect, de matrícula XA-GAL que faria o voo AM-2431 de Durango para Cidade do México, rejeitou a decolagem da pista 03 de Durango mas não conseguiu parar até a pista acabar. Felizmente, nenhum dos 97 passageiros e 4 tripulantes se feriram gravemente, apesar da aeronave ter se incendiado no local.

Aeromexico Connect é a empresa que faz apenas voos regionais da Aeromexico, operando uma frota de 61 E-Jets da Embraer.

A pista do aeroporto de Durango possui 2900 metros de comprimento, comparando com a pista 9R/27L de Guarulhos que possui 3000 metros, é uma pista gigantesca para um E-Jet conseguir abortar uma decolagem, mesmo estando a 1860 metros de altitude, contra 760 de Guarulhos.

Para os que acompanham o Blog e o canal, já sabem que eu não especulo sobre causas de acidentes antes de sair relatório de investigação, apenas comento os fatos.

Fatos:

  • Esta era a condição meteorológica logo após o acidente, às 21:03Z:

MMDO 312103Z RTD 28007KT 7SM OVC015CB 17/14 A3024 RMK SLP118 57014 956 8/9// PISTA CERRADA POR ACFT ACCIDENTADA BINOVC=Decolagem

  • Esta era a condição às 20:18Z, um pouco antes do acidente:

MMDO 312018Z 07003KT 7SM TSRA BKN020CB 20/13 A3023
RMK 8/900 TSRAB13=

Para quem não entende reportes de METAR, neste link você aprende a decodificar. Mas basicamente o vento estava calmo e a visibilidade era de 11 quilômetros, mas havia tempestade e chuvas na região do aeródromo.

  • A pista possui 2900 metros, muito mais do que o necessário para abortar a decolagem.
  • O projeto para que o avião não pegue fogo nos casos de sobre-temperatura dos freios por um limite de tempo para que os passageiros possam evacuar em segurança funcionou. Para quem quiser ver um teste de abortagem com peso máximo e velocidade máxima, assistam este vídeo.

Agora a equipe de investigação vai ser formada para analisar o que ocorreu. A Embraer como fabricante e o CENIPA como órgão investigador do país do fabricante devem participar, além do NTSB e do time de investigação do México (DGAC). Os detalhes sobre as contribuições de falhas mecânicas, falha humana ou condição atmosférica para a ocorrência do acidente serão apresentados com o tempo.

Fonte: Aviões e Musicas

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