Asas e Flaps

O P-40 Warhawk na FAB – foi a primeira aeronave da FAB capaz de realizar missões de caça e defesa aérea no Brasil durante a Segunda Grande Guerra

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Empregado entre 1942 e 1954, o P-40 Warhawk foi a primeira aeronave da FAB capaz de realizar missões de caça e defesa aérea no Brasil durante a Segunda Grande Guerra. Com ele a FAB forjou a estrutura da sua Aviação de Caça. Ao término do conflito, todos os P-40 foram concentrados em Canoas, vindo a se tornar sinônimo de 1º/14º Grupo de Aviação – Esquadrão “Pampa”, unidade que teve o privilégio de usar os Warhawks por uma década até a sua desativação.

Desempenho

O P-40 possuía uma boa agilidade, principalmente a altas velocidades. Ele foi um dos caças monoplanos com o menor raio de curva da guerra, apesar de que, a baixas velocidade, não era comparável aos altamente manobráveis caças japoneses, como o A6M Zero e o Ki-43 Oscar.

Os motores Allison V-1710 não eram potentes pelos padrões da época, e a velocidade do P-40 era mediana. O seu desempenho em subida variava entre médio e ruim, consoante o modelo. A aceleração em mergulho era boa, e atingia, a picar velocidades excelentes. No entanto, o compressor de estágio e velocidade único não podia competir com os caças de grande altitude aliados e inimigos mais modernos.

Era uma aeronave bem simples, à qual faltavam algumas inovações sofisticadas como ailerons potencializados e guias automáticas de ponta, mas tinha uma estrutura muito forte, incluindo asas com sete longrinas, que permitiam que o P-40 sobrevivesse a colisões parciais em voo com outros caças inimigos, que foram documentadas (alguns desses casos foram considerados como vitórias pela RAF e pela VVS).

O raio de ação operacional era bom pelos padrões do início da guerra melhor que o do Supermarine Spitfire e do Messerschmitt BF-109, mas inferior ao do A6M Zero, Ki-43 Oscar, e dos posteriores caças P-38 Lightning e P-51 Mustang.

A visibilidade era adequada, mas dificultada pela complexa grelha da carlinga e era completamente bloqueada para a ré do avião.

A péssima visão para o solo e o estreito corpo e trem de aterragem provocaram muitos acidentes no solo.

O P-40 era bem armado e blindado. Ele podia carregar uma carga moderadamente eficaz para ataques ao solo (mas nunca foi equipado com foguetes), era semi-modular o que facilitava a sua manutenção, e tolerava até as piores condições, lutando em qualquer lugar, dos desertos do Norte da África às matas da Nova Guiné, das tórridas Índias Orientais Holandesas, ao clima polar da União Soviética e do Alaska.

O P-40, tal como o Bell P-39 Airacobra, foi considerado inferior por muitos oficiais da Força Aérea, e era malvisto por muitos pilotos aliados no Pacífico. Sua lenta substituição pelo caça P-38 com compressor foi recebida com alegria. No entanto o grosso da luta conduzida pela USAAF durante a fase de maior poder do eixo em 19421943 foi suportada pelos P-40s (com os P39), e foram estes dois caças, assim como os F4F Wildcat da Marinha, os quais mais contribuíram entre os modelos americanos para quebrar o poderio aéreo do eixo durante esse período crítico, principalmente no Pacífico. Nesses combates em quase todas as frentes e sob todas as bandeiras aliadas, o P-40 oferecia a vantagem adicional de ser barato, o que o manteve em produção como um caça táctico (ataque ao solo) mesmo quando já era um veículo obsoleto no que respeita à superioridade aérea.

Em teatros de guerra onde a capacidade a grandes altitudes era menos importante, o P-40 provou ser consideravelmente eficaz como caça. Apesar de ter ganho uma reputação pós-guerra de caça medíocre e apenas apto para apoio aéreo próximo, dados mais recentes dos esquadrões aliados indicam que o P-40 trabalhou surpreendentemente bem, às vezes, como caça de superioridade aérea, sofrendo perdas severas, mas abatendo muitos caças inimigos.

Prova da durabilidade do P-40: Em 1944, um modelo chegou a voar mais de 200 milhas (320 quilômetros) depois de perder o aileron esquerdo e 25% da área da asa, e retornou em segurança para a base em Nova Guiné.

Desenvolvimento

O protótipo XP-40 era na realidade um Curtiss P-36 Hawk, com o seu motor radial Pratt & Whitney R-1830 original, substituído por motor Allison V-1710 V-12 com compressor e refrigerado a água. O motor em V não possuía mais potência que o motor radial, mas permitia ao avião ter uma área frontal menor, diminuindo assim a resistência ao ar do avião.

Fonte: Wikipedia

 

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