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#Resenha D-Day

dday

 Título: 디 데이 / Di Dei/ D-Day

Gênero: Medicina, Drama, Desastre

Total de Episódios: 20

Emissora: JTBC

Período de transmissão: 18 de setembro à 21 de novembro de 2015

Direção: Jang Yong Woo

Roteiro: Hwang Eun Kyung (City Hunter)

Enredo –

Lee Hae Song (Kim Young Kwang – Pinocchio) é um cirurgião que é transferido de um dos melhores hospitais de Seul para um hospital degradado sem sala de emergência. Tudo porque desobedeceu a ordem do diretor do hospital, Park Geon (Lee Kyeong Yeong – Hidden Identity).

Nisso ele conhece Jung Ddol Mi (Jung So Min – Playful Kiss) uma ortopedista residente de Busan, que veio até Seul transferir um paciente. Ela faz de tudo para conhecer o professor Han Woo Jin (Ha Suk Jin – Legendary Witch). Um frio cirurgião que trabalha no hospital. Ele realiza a suas cirurgias roboticamente.

Ela acaba ficando presa na cidade após um grande terremoto que bloqueia todos os acessos a cidade. Nada funciona, nem telefone, eletricidade e nem água. A equipe de Hae Song junto com Jung Ddol Mi fazem de tudo para salvar os pacientes. Mas, logo os suprimentos começam a acabar.

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Gosto muito de dramas com bastante romance. Aqueles que são considerados mais clichê. Que foca completamente no romance e esquece do resto. Porém, quando tem algo além é do que realmente gosto. Quando o romance fica em segundo plano. Quando algo muito maior está em jogo. Como nesse caso. Eles são médicos tentando salvar vidas. Depois de um terremoto em Seul que prejudica todo mundo. Muitas pessoas morrerem e outras estão lutando para se salvar. São vários os momentos de tensão. Em diversas partes nem conseguia respirar de tanta tensão. A cena quando o terremoto acontece foi uma delas. Adorei o efeito especial. E acreditei mesmo que estava tendo aquele terremoto. Ver o desespero das pessoas foi muito real. Por mais dramas como esse.

 

 

 

 

O Lee Hae Song é o principal. Um médico que luta contra o sistema. Para ele não importa qual é a sua doença. Fará de tudo para salvá-la. Mesmo que não tenha dinheiro para cobrir o tratamento. O que acaba indo contra o diretor do hospital. Que está apenas pensando no poder. Ele foi um personagem que me emocionou bastante. Está com sua mãe em coma e sem perspectiva de acordar. Sem contar que ela precisa de constante atenção. Coisa que somente esse hospital poderia lhe proporcionar. Ver o modo como ele luta por todos e por seus ideais é incrível. Por mais médicos como ele no mundo. Colocou a sua vida em risco em diversos momentos para salvar as vidas. E o sofrimento dele quando não conseguia. Era perceptível que estava se consumindo em culpa. Juntando tudo isso com o Estresse Pós-Traumático. Sua vida acaba sendo uma luta constante. Não consegue ter um momento de alegria. Até a chegada de Jung Ddol Mi

 

 

 

 

 

Ela é a coisa mais fofa de todas. No começo era bem arrogante. Implicando com todo mundo. Fazendo coisas que não era bem de uma médica. Tinha medo de tudo. Não tomava sábias decisões mesmo sabendo que poderia matar o paciente. Mas, no fundo era uma excelente médica. Precisava daquele empurrão. Que teve ao lado do Hae Song. Ela amadurece bastante. Consegue lidar de outra forma com os pacientes. E quase me fez chorar por causa de seu pai. Quando ela vê o perigo que o homem está correndo. E não pode fazer nada para salvá-lo partiu meu coração. Eu entendia completamente seu comportamento. Porque estava se sentindo daquela forma. Estudou para isso, mas não conseguiu fazer nada para ajudá-lo. Queria pegá-la no colo e cuidar. Conseguia trazer a alegria para o drama. Porque se colocava em cada situação engraçada. Porém, tinha seus momentos de tensão. Depois desse papel eu quis ver outros com a atriz.

 

 

 

 

 

 

 

E a química entre os dois funcionou perfeitamente. Os personagens se completavam de diversas formas. Mesmo tendo apenas um beijo entre eles. E nem foi o beijo. Eles tiveram momentos mais fortes. Que conectavam muito mais os personagens. No momento em que estavam salvando as vidas. No momento que a Jung Ddol Mi estava ao seu lado. Quando estava tendo um ataque. Ela conseguia ajudá-lo a superar tudo. Os abraços, os sorrisos, as cenas engraçadas. Enfim, a cumplicidade entre os dois tornou esse casal extremamente lindo. Não precisava de muita coisa e eles já sabiam o que estava ocorrendo. Quando ele comete um erro com ela. Nossa faz de tudo para consertar. Porque não pode suportar não ter ela ao seu lado. Quando ela tem que voltar para Busan é um dos momentos mais triste. No entanto, gostei do final dos dois. Não poderia ter acabado de forma melhor.

 

 
O dorama é repleto de personagens carismáticos e bem construídos, se eu for falar de cada um a resenha ficará maior que o normal, por isso, farei apenas algumas menções em conjunto:
 
  • Equipe Médica

A equipe que acaba se reunindo para tratar dos pacientes do desastre também me cativou. Os personagens que acho válido citar são; enfermeira Park Ji Na (Yoon Joo Hee): que soube determinadamente se impôr sempre que necessário, o que sempre me impressionava; Eun So Yul (Kim Jung Hwa): a psicóloga que se tornou assistente de cirurgia e me conquistou com sua personalidade tranquila e prestativa;

o interno Ahn Dae Gil (Lee Sung Yeol): o moço do INFINITE   foi uma verdadeira surpresa, fiquei cativada com a atuação do moço, se não soubesse que ele era de um boygroup nem desconfiaria que era um idol e apenas o acharia um mero ator como qualquer outro. Seu personagem demonstrou o quanto um médico pode aprender com seus superiores e se tornar melhor profissionalmente. P.S.5: Achava muito engraçado quando a Ddol Mi dava uns sermões e o espancava /kkk: enfermeira Kim Hyeon Sook (Kim Jae Hwa), a moça acaba “presa” ao Hae Sung e assim se tornam amigos, era engraçado como ambos ficavam toda hora se chamando de brother e sister (mais especificamente Sistar, esse inglês coreano /kkk); Por último, o Dr. Yoo Myeong Hyeon (Go Gyu Pil) que também me causou uns ódios básicos, principalmente por sua falta de responsabilidade como médico, apesar de no último episódio meu ódio ter diminuído, ainda não engoli o personagem.
  • Grupo de bombeiros

Além da equipe médica se empenhando para salvar vidas, tinha-se também os bombeiros. Outro grupo que me agradou bastante, sempre buscando salvar pessoas que se encontravam em situações complicadas e/ou até mesmo de perigo devido ao terremoto. Dentre eles, vale a pena citar o Chefe Choi Il Seob (Kim Sang Ho – o ahjussi de City Hunter, lembram?) que com sua dedicação em salvar vidas e cumprir as obrigações de sua profissão me cativou totalmente.

E também, o irmão mais novo do Hae Sung, o Woo Sung(Song Ji Ho) que acabou me conquistando devido a uma determinada ação. O caçula não se dava bem com o Hae Sung, a relação de ambos de início é cheia de mágoas, motivos que são explicados na trama, porém, com o tempo, ambos vão se entendendo e passei a entender e gostar mais do Woo Sung. O rapaz protagonizou a cena que mais marcou durante todo o dorama, ele me partiu o .
  • Kang Joo Ran(Kim Hye Eun) & o político  Goo Ja Hyuk(Cha In Pyo)

A chefe Joo Ran foi uma das personagens que mais gostei, apesar de ter ficado meio receosa com ela no início devido a sua atitude em voltar ao hospital sendo que acabou perdendo de vista seu filho durante o terremoto, entretanto, depois passei a entendê-la, fez o que era necessário como parte de uma equipe que precisava ajudar aos cidadãos confiando apenas em que tudo ficaria bem, manteve até o fim a sua fé. Também era uma das que mais apoiava e ajudava o Hae Sung, justamente por isso, passei a gostar mais da moça. Seu namorado é o político Ja Hyuk que é escolhido para reestruturar Seul no momentos iniciais após o desastre. Confesso que desde suas primeiras ações, algo me dizia que ele não era tão bonzinho quanto parecia, e não errei totalmente, porém, entendi a proposta do personagem na trama e entendi sua mensagem: quando se precisa ser um líder, é necessário tomar decisões. Gostei da junção desse casal e foi o que menos torci, porém, não deixaram de me fazer cultivar um mínimo afeto.
 
Romance
 

O foco de
D-Day não é romance, como já deve ter dado pra perceber, mas isso não me impediu de shippar casais e torcer para que ficassem juntos ou que pelo menos, tivessem umas cenas juntos. E acabou que no final, estava totalmente cativada por cada possível casal, acreditam?
 
Final
 
Como acontece em alguns doramas, ás vezes, a trama é totalmente incrível até o penúltimo episódio e no último, simplesmente, se torna uma grande decepção. Meu maior medo era que D-Day entrasse nessa estatística, porém, para a minha total FELICIDADE, isto não aconteceu. Apesar de um determinado acontecimento ter me deixado meio triste, com um peso no coração e eu não ter gostado do mesmo, entendi a proposta do roteirista e até compreendi que aquilo era necessário. Após isto, passei a compreender melhor ainda o enredo do dorama e considero que o final foi muito bom, assim como todos os outros 19 episódios. Por isso, podem assistir sem medo.
(OBS: Apenas estejam preparados para eventuais lágrimas!)
  • Destaque
Como eu mencionei,
D-Day também foca muito em transmitir mensagens sobre amizade, generosidade e solidariedade e este, para mim, foi um dos pontos mais positivos da trama. Ao ver os episódios, pode-se acompanhar os conflitos que podem surgir por divergências de opiniões sobre como lidar com um desastre de tão grande proporção, mas também, pode-se notar o quanto as pessoas podem ser calorosas e deixarem sua vida de lado para cumprir suas obrigações como profissionais.

Como exemplo, a Chefe Kang que retornou ao hospital para ser a médica que todos precisavam, mantendo a fé de que assim como ajudava outros, alguém também ajudaria seu filho. E temos também, o Hae Sung, sério pessoas, se cada médico existente no mundo tivesse ao menos 1/3 da vontade dele para salvar os pacientes, quem sabe a situação do sistema de saúde (não só no nosso país, mas em geral) estivesse melhor. P.S.7: Me admirava com a responsabilidade e comprometimento dele tanto como médico quanto filho.
 
Espero que tenham curtido a resenha e claro, para quem curte doramas médicos,
eu super recomendo D-Day. Até o próximo post!
 
 
FIQUEM COM A MELHOR CENAAAA !!!
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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