Beleza e Saúde

NUTRÓLOGO ANDRÉ GUANABARA DÁ SUA OPINIÃO SOBRE O JEJUM INTERNITENTE

Alex Ferreira Phocart Produções

OPINIÃO DE QUEM ENTENDE

Nutrólogo André Guanabara, que participou do O POVO Noivas Special Edition, conta que o jejum intermitente tem o poder de fazer a modulação do metabolismo naturalmente

O objetivo aqui, do médico nutrólogo André Guanabara, não é estimular as pessoas a realizarem o jejum intermitente, muito menos a fazê-lo por conta própria, mas sim mostrar o que a ciência tem apresentado sobre o tema. “Estudos experimentais recentes têm elucidado a modulação do metabolismo pelo jejum intermitente. Os resultados indicam melhorias no perfil lipídico, redução de respostas inflamatórias (com redução na liberação de adipocinas inflamatórias e alterações na expressão de genes relacionados com a resposta inflamatória e de outros fatores)”, diz.

 

Em indivíduos obesos, os estudos constataram uma melhor adesão ao jejum em comparação a intervenções tradicionais (restrição calórica), além da redução no estresse oxidativo da população obesa. E nas pessoas que amam cultivar músculos, apesar de alguns acreditarem que o jejum faz o corpo perder massa magra, nenhum estudo conseguiu comprovar que jejuns curtos, de menos de 12 horas, comprometam os músculos, “desde que os indivíduos sejam alimentados com quantidades suficientes de proteína animal, antes do período com privação de alimento”.

 

“Somente jejuns longos causam perda de massa muscular, de modo a gerar catabolismo das proteínas, quando reservas de glicogênio do fígado se esgotam de maneira a obrigar que a proteína do músculo seja convertida em aminoácidos, para manter os níveis de glicose sanguínea suficientes, suprindo a demanda energética dos órgãos”, conclui.