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CIRURGIÃO HIPÓLITO MONTE EXPLICA O REFLUXO GASTROESOFÁGICO

2901cs2502Cirurgião geral e gastro oncológico Hipólito Monte

1 – A doença do refluxo gastresofágico (DRGE) é afecção de grande importância médico-social pela elevada incidência e morbidade, levando a sintomas de diferentes intensidades que se manifestam por tempo prolongado. O cirurgião geral e gastro oncológico Hipólito Monte, do Instituto Hipólito Monte, no Edifício Duets, explica que a doença não implica, necessariamente, na presença de lesão da mucosa esofágica, ou seja, esofagite.

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A doença não implica, necessariamente, na presença de esofagite

2 – SINTOMAS: As manifestações clinicas são as mais variáveis possíveis, incluindo sinais e sintomas esofágicos e extra esofágicos. Dentre os sintomas mais frequentemente, temos a pirose ou azia e a regurgitação ácida. A pirose que é a sensação de queimação retroesternal que se irradia para o manúbrio e esterno ou região epigástrica.

3 – “Saliento que a intensidade e a frequência dos sintomas são indicadores fracos da gravidade da doença de refluxo gastresofágica. Entre os sintomas atípicos posso citar a dor torácica não cardíaca, tosse seca, pigarro, asma, rouquidão, engasgo, laringite, sensação de gosto amargo na boca, hipersalivação, pneumonias atípicas”, acrescenta Hipólito Monte.

4 – DIAGNÓSTICO: Hipólito Monte diz que o diagnóstico pode ser realizado através do exame de radiológico contrastado (baixa especificidade e sensibilidade). Aqui mencionado por sua importância no diagnóstico de estenose e úlceras. “Importante ainda quando não se dispõe de manometria esofágica para estudo da motricidade. Cintilografia esofágica com especificidade próxima de 90%, mas de baixa sensibilidade, custo elevado e disponibilidade restrita.

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Problemas gastroesofágico podem apresentar dor nas cotas, um dos sintomas atípicos

5 – Manometria esofágica, com intuito de avaliar o estudo motor do esôfago, a pHmetria intraesofágica de 24h que avalia o refluxo ácido. Têm ainda a endoscopia e a histologia, particularmente importante em pacientes acima de 45 anos de idade, avaliando o histórico familiar. “Existe ainda a impedância-pHmetria, considerada o método mais sensível para o diagnóstico de DRGE, porém ainda pouco disponível”.

6 – TRTAMENTO: Pode ser clínico ou cirúrgico. “O primeiro é composto de medidas higienodietéticas e medicamentosas”. Hipólito Monte orienta usar de uma dieta pobre em alimentos gordurosos, chocolate, bebidas gaseificadas, café, antidepressivos tricíclicos… “Se o tratamento clínico não der resposta, aí indicamos o cirúrgico. Devemos enfatizar que a doença do refluxo gastresofágico é um problema crônico multifatorial. O tratamento é individualizado, de acordo com a manifestação da doença”.