Beleza e Saúde

ALIMENTAÇÃO: PARAR DE COMER CARNE É POSSÍVEL

 

O consumo de carne de origem animal está impregnado na nossa cultura e parar de consumir parece até impossível. Mas não é. Com muita força de vontade e organização, você poderá sim se tornar um vegetariano ou simplesmente reduzir o consumo de alimentação de origem animal, sejam quais forem suas razões: ideológicas, religiosas ou apenas nutricionais.

O médico endocrinologista e nutrólogo Daniel Frota diz que é possível passar pela transição de forma tranquila. “O primeiro passo é procurar uma orientação profissional e fazer as substituições adequadamente para que o corpo não sofra com déficit nutricional de proteína, calorias e nutrientes que podem deixar o organismo mais lento e dá a sensação de fraqueza”, aconselha o médico.

SUBSTITUIÇÕES – É porque a carne de origem animal é rica em ferro, vitamina B12 e proteína, que precisam ser supridos pela dieta vegetariana, com a ingestão de alimentos com feijão, grão de bico, lentilha, vegetais verdes e verdes escuro, leite, ovos, quinoa , chia, cogumelos, aveia, castanhas e amêndoas, dentre outros. “O ideal é comer frutas cítricas, como: laranja, tangerina, limão… ricas em vitamina C, para ajudar na absorção do ferro”.

Mas será que é assim tão difícil parar de comer carne vermelha ou branca? “As duas primeiras semanas são as mais difíceis na transição, devido ao hábito e ao paladar. Temos o hábito de comer carne de origem animal em quase todas as refeições, com tapiocas, sanduiches, sopas… e é um alimentos saboroso, se comparado ao de origem vegetal. Daí a dificuldade, tem de ter muita perseverança ”, explica.

FAZ BEM – Mas vale a pena tentar, fazer um planejamento alimentar, com refeições coloridas bem distribuídas para não cair na monotonia. “Deixar de comer carne vermelha, principalmente, faz o corpo funcionar melhor, porque o produto é tóxico, contém gordura saturada, é inflamatório e de digestão demorada, que prejudica o funcionamento do intestino”, diz. O consumo de carne está ligado ao surgimento de diversos cânceres, surgimento do diabetes tipo II, do colesterol alto, de algumas doenças cardiovasculares e do ácido úrico elevado.