Beleza e Saúde

Nutricionista Germana Medeiros aborda a alimentação dos pacientes pós bariátricos

É cada vez maior o número de pessoas que se submetem à cirurgia bariátrica e muitos esquecem que após o procedimento toda a alimentação vai ter de mudar e se adaptar ao nosso funcionamento do corpo.

Em entrevista, a nutricionista Germana Medeiros alerta que muitos pacientes esquecem desses cuidados com a alimentação que garantem realizar o sonho de conquistar o peso ideal e, principalmente, a saúde e bem-estar do corpo. A nutri dá detalhes de como é a evolução da ingestão alimentar, após a cirurgia bariátrica.

ROBERTA FONTELLES PHILOMENO – A alimentação dos pacientes pós cirurgia bariátrica muda muito?

GERMANA MEDEIROS – Após o processo cirúrgico, o paciente vai passar por três fases de alimentação até chegar na alimentação geral (líquida, pastosa e branda). As fases são de fundamental importância no processo de recuperação, minimizando os sintomas comuns de cada fase e atendendo às necessidades nutricionais e calóricas.

RFP – Quais os cuidados que os pacientes devem ter?

GM – A cirurgia bariátrica, tanto pela técnica restritiva como mista, necessita de diminuição de ingestão calórica diária compatível com a diminuição do estômago funcional. Então, é de fundamental importância não só o acompanhamento médico, mas também de uma profissional de Nutrição para adequação das necessidades de macros e micronutrientes para a manutenção da saúde pós-operatório, preservação da massa magra durante o emagrecimento e também minimize problemas como o refluxo, a saciedade precoce e o dumping, além de readequar o organismo à nova realidade.

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A dieta pastosa faz parte da alimentação de pacientes bariátricos

RFP – O primeiro mês após a cirurgia é o mais difícil, momento de readaptação?

GM – O primeiro mês é considerado por muitos o período mais difícil devido à prescrição da dieta liquida. As primeiras 24h / 48h após a cirurgia, é um período da adaptação do corpo à nova anatomia do estômago. A dieta liquida restrita é isenta de açúcar e o mínimo de valor calórico, como água, água de coco, chá e suplementação proteica. Logo em seguida, ocorre a evolução para dieta líquida que pode durar de duas a quatro semanas, em que a alimentação deve ser liquidificada e coada, mas deve continuar isenta de açúcar e gordura.

RFP – A absorção dos nutrientes diminui muito? Tem de haver a reposição?

GM – É essencial o acompanhamento nutricional pelos pacientes apresentarem maior risco de desenvolverem deficiências nutricionais pela limitação na ingestão e absorção de diferentes nutrientes. A utilização de uma dosagem diária adequada e continua de polivitamínico/mineral, por exemplo: vitaminas A, E, D, B12, ácido fólico, zinco, entre outros. É uma forma de garantir o aporte nutricional adequado de micronutrientes.