Beleza e Saúde

OUTUBRO ROSA: COMO PREVENIR O CÂNCER DE MAMA, COM MASTOLOGISTA ÁLVARO ANDRADE, DO CRIO

Oncologista e mastologista Álvaro Andrade, presidente e fundador do CRIO

1 – O mês de outubro começou e vem colorindo tudo de rosa para chamar a nossa atenção para um câncer que representou 24,2% do total de casos no mundo, em 2018, com aproximadamente 2,1 milhão de casos novos no mesmo ano. É o câncer de mama, a quinta causa de morte por câncer em geral (626.679 óbitos) e a causa mais frequente de morte por câncer em mulheres.

 

2 – “Um mês no qual as mulheres são estimuladas através de campanhas e informações em redes sociais à realização de exames de prevenção importantíssimo, pois a descoberta precoce do tumor tem impacto significativo nos tratamentos, que se tornam menos agressivo, e o índice de cura é de até 90%”, conta o oncologista e mastologista Álvaro Andrade, presidente e fundador do CRIO (Centro Regional Integrado de Oncologia).

foto divulgaçãoA descoberta precoce do tumor tem impacto significativo nos tratamentos, que se tornam menos agressivo

3 – O mastologista, com 35 anos de experiência, diz que o principalmente exame continua sendo a mamografia que deve ser realizada a partir dos 40 anos de idade. “A ressonância magnética é para a análise de minúcias da mama”, relata. O ultrassom pode ser feito em qualquer idade, quando o médico julgar conveniente.

 

4 – Em relação ao tratamento, as principais armas, segundo o oncologista, para combater o tumor são: a cirurgia, a radioterapia, a quimioterapia e a hormônio terapia. “Na fase inicial da doença, em cerca de 70% das mulheres, não é preciso a quimioterapia”, conta. E o tratamento com hormônios pode ser tão eficiente quanto a quimio, em tumor mamário que ainda não se espalhou pelo organismo.

 

5 – “O tipo de tratamento e a sua agressividade vai depender do estágio do tumor, que varia de 1 a 4”. E está justamente aí a importância dos exames de prevenção e do diagnóstico precoce: na definição do tratamento e no índice de cura. “Nos estágios 1 e 2, o índice de cura é de até 90%. “No estágio 4 não tem cura e o tratamento são só cuidados paliativos”