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“Joaquim”, longa de Marcelo Gomes, está na Competição Oficial do Festival de Berlim

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Filme relata a vida do protético e alferes da Guarda Real Joaquim José e seu processo de consciência política ao se tornar um rebelde contra o domínio colonial português.  longa foi rodado na região de Diamantina (MG), em coprodução com Portugal e Espanha

A competição principal do Festival de Berlim, uma das mais prestigiosas disputas de cinema, terá um longa-metragem brasileiro em busca do Urso de Ouro. É Joaquim, novo trabalho do pernambucano Marcelo Gomes (Cinema, Aspirinas e Urubus). O anúncio foi feito na manhã desta terça-feira. A última participação brasileira na Mostra Oficial da Berlinale havia sido em 2014, com Praia do Futuro, do cearense Karim Aïnouz.

Curiosamente, Gomes e Aïnouz assinam juntos o roteiro de Madame Satã, longa de estreia do cearense, assim como o de Cinema, Aspirinas e Urubus, longa de estreia do pernambucano. Também são parceiros no roteiro e direção de Viajo porque preciso, volto porque te amo, e formam, ao lado do baiano Sergio Machado (Cidade Baixa), o trio de Coordenadores-Tutores do Laboratório de Audiovisual/Cinema do Porto Iracema das Artes, em Fortaleza (CE)

Além do filme Joaquim, que participa da competição oficial, o 67 Festival de Cinema de Berlim, que ocorre de 9 a 19 de fevereiro, terá mais quatro longas e um curta-metragem brasileiro.  A mostra Panorama exibirá os longas  Vazante, de Daniela Thomas, e Pendular, de Julia Murat. Na seção Generation, dedicada a filmes de temática jovem, passarão os longas As duas irenes, de Fabio Meira, e Mulher do pai, de Cristiane Oliveira. O curta-metragem selecionado pelo Festival foi Estás vendo coisas, de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca.

Sobre Joaquim

 Mesclando situações fictícias com relatos históricos, Marcelo Gomes, que assina também o roteiro de Joaquim, procura retratar a vida de um brasileiro comum, com um caráter verdadeiramente humano: seus defeitos, contradições, medos e ambiguidades. A narrativa do filme está centrada num determinado momento da vida de Tiradentes: quando ele, a serviço da coroa portuguesa, realiza viagens pelas precárias, lamacentas e perigosas estradas de Minas a procura de contrabandistas de ouro. É nesse período que surgem as primeiras cidades do interior do Brasil, já com as profundas fraturas sociais que há mais de 400 anos fazem parte da história do país.

O longa-metragem é uma ficção que acompanha o processo de transformação do homem comum no rebelde anticolonialista e nos convida a fazer uma reflexão sobre nós mesmos, sobre o passado histórico do Brasil, da América Latina e do mundo em geral, para entendermos melhor os dias atuais.

 

 

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