Blog do Maranhão

Veja a programação do Especial Orgulho LGBT do Canal Brasil

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O Dia Internacional do Orgulho LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais, na sigla) é comemorado internacionalmente em 28 de junho. O marco foi escolhido a partir da reação de frequentadores de um bar em Nova York a uma série de batidas policiais repressoras em 1969. Desde então, a data tornou-se símbolo da luta contra o preconceito e em prol da diversidade sexual. Para reforçar a importância do tema, o Canal Brasil preparou uma programação especial que se estende por todo o mês, às quartas e quintas-feiras, na faixa das 19h e das 22h, com ficções e documentários em curta e longa-metragem, mostrando como o cinema brasileiro voltou suas lentes para o assunto.

Quinta, dia 8/6, às 19h

Lampião da Esquina (2016) (82’) Direção: Lívia Perez

A censura à mídia e à liberdade de expressão foi um dos traços mais marcantes da ditadura militar no Brasil. Durante o regime totalitário, periódicos sofreram com o controle do governo sobre o teor de suas publicações, e reportagens sobre o universo LGBT estavam entre os temas considerados subversivos pelas autoridades. Em meio a esse contexto repressivo, um grupo de 11 jornalistas, críticos, atores e intelectuais homossexuais decidiram tirar o assunto do armário diretamente para as páginas de um jornal irreverente voltado para o público gay – principalmente masculino. A diretora Lívia Perez resgata a história do Lampião da Esquina a partir de entrevistas com os idealizadores e realizadores dessa anárquica gazeta.

20h22min

Voltando para Casa (2014) (29’) Direção: Thiago Kistenmacker

Thiago Kistenmacker estreia na direção com este curta-metragem sobre a complexidade da convivência familiar entre um jovem homossexual e um pai extremamente religioso e conservador. Premiado como melhor curta pelo júri popular no Rio Festival Gay de Cinema, o filme é estrelado por Cauê Pereira, Thainá Rocha e Roney Villela.

22hs

Hoje Eu Quero Voltar Sozinho (2014) (94’) Direção: Daniel Ribeiro

Daniel Ribeiro estreia na direção de longas-metragens tratando do primeiro amor de um jovem. O que poderia ser apenas mais um título sobre o assunto virou um fenômeno do cinema nacional em 2014: com apenas 16 cópias, o filme arrebatou quase 200.00 espectadores através de uma história que ultrapassa os limites de um simples romance. A obra é baseada no curta Eu Não Quero Voltar Sozinho, também assinado por Daniel, e tem os mesmos atores e personagens, porém com uma narrativa diferente. Em 2014, o trabalho faturou os prêmios Teddy de melhor longa – dedicado a películas que retratem a diversidade sexual – e FIPRESCI no Festival de Berlim (Alemanha), além de ter sido eleito melhor filme segundo os públicos dos festivais de São Francisco (EUA) e Turim (Itália), ambos voltados para produções com temática LGBT. Hoje Eu Quero Voltar Sozinho foi escolhido para representar o Brasil na categoria de melhor filme estrangeiro no Oscar de 2015.

Quarta, dia 14/6, às 19h

Meu Amigo Cláudia (2012) (80’) Direção: Dácio Pinheiro

Estreia de Dácio Pinheiro em longas-metragens, o registro conta a trajetória da travesti Claudia Wonder, grande agitador cultural da cidade de São Paulo e ativista dos direitos LGBT. Nascido Marco Antônio Abrão, foi abandonado pela mãe quando ainda pequeno e criado pelos avós sob uma rígida educação religiosa. De lá para cá, lutou contra toda forma de preconceito, tornando-se sinônimo de ousadia e transgressão. Claudia construiu sua carreira em casas noturnas da Boca do Lixo, em São Paulo, e, ao contrário da maioria dos travestis que apenas dublava canções, compunha e conceituava suas apresentações, marcando para sempre a cena underground e roqueira na década de 1980. Foi vocalista das bandas Jardim das Delícias e Truque Sujo, e ganhou a mídia com o espetáculo punk Vômito do Mito, encenado no lendário clube Madame Satã. Na performance, ficava nua em uma banheira de sangue (groselha) e molhava o público, numa época em que o grande terror era a AIDS, chamada de “peste gay”.

20h21min

A Morada Transitória (2013) (22’) Direção: Jansen Hinkel

Laysa Carolina Machado é doutora em História e diretora de uma escola da pequena São José dos Pinhais, no Paraná. Passou fome, lutou contra problemas familiares e a ausência do pai, e foi criada por um padre local. Seu passado já seria suficiente para creditá-la como personagem de uma história de superação. A docente, no entanto, travou a maior de suas batalhas por outro motivo: ela é a primeira mulher transexual a ser eleita, pelos próprios alunos e professores do colégio em que leciona, para comandar uma instituição de ensino.
O documentário de Jansen Hinkel narra a trajetória de sua vida e da invisibilidade das pessoas que trocam de sexo perante a sociedade.

22h

Vera (1986) (88’) Direção: Sérgio Toledo

O cineasta Sérgio Toledo assina a direção do filme, que traz Ana Beatriz Nogueira no papel-título. A atriz dá vida à Vera, jovem solitária que tenta, dia-a-dia, solucionar um dilema: sua personalidade masculina é personificada num corpo de mulher. A moça descobre a sexualidade durante a adolescência, mas é no ambiente de trabalho, quando começa a namorar Clara (Aída Leiner), que seu conflito pessoal se torna mais acentuado. Homenageada em festivais do Brasil e do exterior, a produção ganhou, dentre outros, os prêmios de melhor atriz e trilha sonora no Festival de Brasília, em 1986. No mesmo ano, Ana Beatriz Nogueira recebeu por sua atuação o Urso de Prata de melhor atriz no Festival de Berlim, na Alemanha.

Quinta, dia 14/6, às 19h

Para Sempre Teu Caio F. (2015) (95’) Direção: Candé Salles

A escritora Paula Dib fez um trato com Caio Fernando Abreu em 1983: o primeiro a falecer seria responsável por produzir a biografia do outro. Quis o destino que o ilustre filho da pequena cidade de Santiago, no Rio Grande do Sul, nos deixasse mais cedo. Em 2009 – 13 anos após sua morte – a amiga cumpriu sua promessa e levou às livrarias Para Sempre Teu Caio F., com cartas, conversas e memórias do companheiro. Seis anos depois, as páginas da publicação chegam à tela do cinema, em coprodução homônima do Canal Brasil com roteiros da autora e direção de Candé Salles.  Vencedora do Coelho de Ouro de melhor filme no 22º Festival MixBrasil de Cultura da Diversidade, a película remonta a complexidade da personalidade desse autor, tido como um homem de diversas facetas, laços afetivos intensos e dono de uma poesia única, tanto em seu comportamento quanto com as palavras. Quase 20 anos após sua morte, ele ainda é lembrado como um dos maiores ícones da literatura brasileira das últimas décadas, capaz de mostrar os caminhos mais profundos do ser humano. Sua importância fica evidente nas falas dos 76 entrevistados pela produção. Entre os admiradores, estão os escritores Marcelo Rubens Paiva, João Gilberto Noll, Lya Luft e Maria Adelaide Amaral; as atrizes Regina Duarte, Bruna Lombardi, Marisa Orth e Suzana Pires; a cantora Adriana Calcanhoto e o jornalista Artur Xexéo, entre muitos outros.

20h35min


Depois de Tudo (2008) (12’) Direção: Rafael Saar

Ney Matogrosso e Nildo Parente estrelam essa produção dirigida por Rafael Saar, apresentado como um trabalho de conclusão do curso de graduação de Cinema da Universidade Federal Fluminense (UFF). O filme conquistou prêmio de melhor ator de curta-metragem (Nildo Parente) no Festival de Brasília, interpretação no Festival Mix Brasil de Cinema e Vídeo da Diversidade Sexual, e destaque construção narrativa no Festival Brasileiro de Cinema Universitário. O filme aborda, despido de preconceitos, um tema raro no cinema: o amor, entre um casal homossexual, na terceira idade. Ney e Nildo – os nomes dos personagens não são ditos em nenhum momento – formam um casal homoafetivo que, devido aos preconceitos do cotidiano, vivem separados, e mantém o relacionamento em segredo. Um dia de amor é terminado pelo retorno forçado à família.

22hs


Onde Andará Dulce Veiga? (2008) (135’) Direção: Guilherme de Almeida Prado

A obra de Caio Fernando Abreu ganha contornos pop na adaptação cinematográfica escrita e dirigida por Guilherme de Almeida Prado. A estética do filme B, do film noir e do melodrama mexicano acompanha o cineasta desde o lançamento de seu segundo filme, o premiado A Dama do Cine Shanghai (1987). Em Onde Andará Dulce Veiga?, o diretor carrega nos tons kitsch para narrar uma história de encontros e desencontros, vivida por Carolina Dieckmann, Eriberto Leão, Maitê Proença, Christiane Torloni, Carmo Della Vechia, Cacá Rosset, Oscar Magrini, Julia Lemmertz, Imara Reis, Matilde Mastrangi, Nuno Leal Maia e Maíra Chasseroux.

Quarta, dia 21/6, às 19h

De Gravata e Unha Vermelha (2014) (81’) Direção: Miriam Chnaiderman

Miriam Chnaiderman compreende bem a complexidade da mente humana e as múltiplas possibilidades de gêneros, comportamentos e identidades possíveis à nossa espécie. Psicóloga e comunicóloga, a diretora tem como costume analisar em suas películas a pluralidade psíquica do nosso cérebro. Neste longa-metragem, vencedor do Prêmio Felix – voltado para obras de temática LGBT – de melhor documentário no Festival do Rio, além de participação na seleção oficial do festival É Tudo Verdade, a cineasta explora a diversidade sexual em entrevistas com transexuais e transgêneros, entre famosos militantes da causa e pessoas comuns, sobre a construção individual do corpo, homofobia, aprovação familiar e os dramas particulares de quem vive ou já viveu em conflito com a própria figura.

O Clube (2014) (18’) Direção: Allan Ribeiro

A Turma OK é o mais antigo clube LGBT do Brasil. Localizado no Centro do Rio de Janeiro, o grupo promove reuniões de camaradagem e eventos culturais entre seus membros, com espetáculos de música e dança. Fascinado pela história dessa confraria de homossexuais, o diretor Allan Ribeiro decidiu transformar essa pequena e desconhecida sociedade no tema de seu mais recente curta-metragem. A obra conquistou os prêmios de melhor filme e diretor no Festival de Paulínia, e do prêmio especial do júri no Festival de Gramado. O filme é um híbrido entre documentário e ficção entre os frequentadores desse inexplorado clube de transformistas, no aniversário de 53 anos de sua fundação. O diretor mergulha no universo de seus membros, em uma viagem de uma casa que parece ter parado no tempo – músicas, roupas e estilos são de outras épocas. O cineasta acompanha os preparativos para a festa, desde a alegria pela marca histórica alcançada, até as brigas e conflitos entre seus frequentadores.

22h


Madame Satã (2002) (100’) Direção: Karim Aïnouz

Estreia de Karim Aïnouz na direção de longas-metragens. O filme – baseado na história de João Francisco dos Santos (1900-1976), mais conhecido como Madame Satã – traz no elenco Lázaro Ramos, Marcélia Cartaxo, Flávio Bauraqui, Renata Sorrah, Emiliano Queiroz, Ricardo Blat, Guilherme Piva e Felippe Marques, dentre outros. Vale destacar ainda a trilha sonora, que inclui o clássico do samba Se Você Jurar numa gravação de Carlos Gardel cantando em português, e outras pérolas dos anos 1930. Rio de Janeiro, 1932. No bairro da Lapa, vive encarcerado João Francisco (Lázaro Ramos), artista transformista que sonha em se tornar um grande astro dos palcos. Após conquistar sua liberdade, passa a viver com Laurita (Marcélia Cartaxo), prostituta e sua “esposa”; a filha de Laurita; Tabu (Flávio Bauraqui), seu cúmplice; Renatinho (Felippe Marques), seu amante e também traidor; e ainda Amador (Emiliano Queiroz), dono do bar Danúbio Azul. É neste ambiente que ele se torna o mito Madame Satã, nome retirado do título Madam Satan (1932), dirigido por Cecil B. de Mille, que João Francisco viu e adorou.

Quinta, dia 22/6, às 19h

Rainhas (2010) (72’) Direção: Fernanda Tornaghi e Ricardo Bruno

O longa-metragem de estreia de Fernanda Tornaghi e Ricardo Bruno acompanha os caminhos percorridos por um casal amoroso em busca da realização de seu sonho. Ao contrário do que se possa imaginar, no entanto, a premissa está bem longe de retratar qualquer convencionalismo. Isso porque a relação de amor e parceria entre Fábio e Junior envolve uma longa viagem de Porto Velho ao Rio de Janeiro onde está em jogo não apenas a distância entre as duas cidades, mas também a concretização de um objetivo incomum: Fábio quer ser eleito Miss Brasil Gay. No Rio, os diretores se concentram na etapa carioca do concurso. Nos bastidores da competição, além da alegria intrínseca ao evento, os participantes relatam dramas e histórias de vida. E é aí que os cineastas dão caráter universal ao filme: apesar de os transformistas poderem soar como um grupo uniforme aos espectadores, quando os retratados têm voz, as eventuais generalizações se tornam vazias. Com material captado em somente quatro meses, a montagem do documentário levou quatro anos até ser concluída. O esforço valeu a pena: o filme foi o vencedor da edição de 2010 do Festival de Cinema Brasileiro de Nova Iorque.

Quem Tem Medo de Cris Negão? (2012) (25’) Direção: René Guerra

Roteirizada e dirigida por René Guerra, a produção paulista retrata a história de Cristiane Jordan, vulgo “Cris Negão”, um travesti que trabalhava no centro de São Paulo e era conhecido por seus métodos violentos. Através de relatos de suas colegas de profissão, é possível desenhar a personalidade desse ícone, odiado e temido por uma legião, porém amado cegamente por seus poucos protegidos.  O documentário propõe um mergulho no universo dos transexuais, muitas vezes marginalizados, a partir dessa figura lendária do submundo, que foi brutalmente assassinada em 2010. O título foi laureado com os prêmios Canal Brasil de Curtas e de melhor fotografia no Festival Mix Brasil de 2012.


Beira-Mar (2015) (85’) Direção: Filipe Matzembacher e Marcio Reolon

O primeiro longa-metragem de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon tem como inspiração as memórias afetivas da juventude dos próprios diretores. Em uma narrativa sensível sobre a descoberta da homossexualidade na adolescência, os cineastas discorrem com delicadeza sobre os dramas desse período, marcado pelos conflitos existenciais comuns ao processo de amadurecimento. Estrelada por Mateus Almada e Maurício José Barcellos, a obra foi vencedora de dois Redentores no Festival do Rio, sendo congratulada com láurea especial do júri no Prêmio Félix – destinado a películas de temática LGBT – e como melhor filme na Mostra Novos Rumos, além de concorrer na categoria melhor filme de estreia no Festival de Berlim.

Quarta, dia 28/06, às 19h


Favela Gay (2014) (72’) Direção: Rodrigo Felha

Homofobia, preconceito, violência e pouca aceitação familiar ainda fazem parte, infelizmente, de cotidiano de grande parte da vida de gays em todo o mundo. Nas comunidades cariocas essa realidade não é muito diferente, e o duro contexto social imposto a essas localidades muitas vezes intensifica ainda mais a intolerância. Premiada como melhor filme do júri popular do Festival do Rio, essa coprodução do Canal Brasil sob direção de Rodrigo Felha investiga o cotidiano de homossexuais de favelas do Rio de Janeiro, suas histórias, trajetórias de vida e as batalhas diárias travadas contra a marginalização. A película visita várias comunidades para mostrar o lado nada maravilhoso da cidade. Rodrigo foi atrás dos mais variados relatos de homossexuais habitantes desses locais, em busca de depoimentos reveladores de seus cotidianos. O resultado é chocante: todos mencionam ter sofrido perseguição em algum momento da vida. Alguns travaram guerras com parentes retrógrados, outros se envolveram com prostituição e drogas, e muitos precisaram esconder a orientação sexual por anos.

A Ala (2014) (20’) Direção: Fred Bottrel

O presídio de Vespasiano, localizado a 26 quilômetros de Belo Horizonte, em Minas Gerais, foi uma das primeiras unidades de detenção do país a criar uma ala específica para homossexuais e transgêneros, evitando conflitos com outros presos. O diretor Fred Bottrel escolheu como tema de seu primeiro documentário a história de encarcerados no local. O filme é vencedor do Prêmio Canal Brasil no Festival MixBrasil de Cultura da Diversidade, onde também conquistou as láureas de melhor curta pelo júri popular e menção honrosa pelo júri especializado.

22hs

Blaxploitation: A Rainha Negra (2014) (21’) Direção: Edem Ortegal

O cineasta Edem Ortegal traz uma película de ação policial com estética inspirada em histórias de quadrinhos. Vencedora de 16 prêmios em festivais nacionais e internacionais de cinema, a fita é estrelada por Mariana Nunes, Mari Peixoto e Antônio Zayek. A imponente policial Eva Brown (Mariana Nunes) e sua namorada, a nerd e cinéfila Juliana (Mari Peixoto), descobrem o envolvimento de um poderoso político do estado em um crime que pode destruir a carreira dessa espécie de coronel da região. De início, o governante consegue triunfar e escapa da agente de segurança. A vingança, no entanto, não tarda, e elas voltam para conseguir a tão sonhada vingança.

Elvis & Madona (2011) (105’) Direção: Marcelo Laffitte

Sob a direção de Marcelo Laffitte em seu primeiro longa-metragem, esta inusitada comédia romântica tem Copacabana (RJ) como cenário e apresenta uma clara referência a dois grandes ícones do pop na escolha dos nomes do casal-título, interpretado pelos atores Simone Spoladore e Igor Cotrim. José Wilker, Buza Ferraz, Sérgio Bezerra e Duse Nacarati completam o elenco. O bairro carioca serviu também de inspiração para a música-tema I Love You, Copacabana; composta por Laffitte e Gabriel Moura e gravada por Elza Soares especialmente para a produção.

Quinta, dia 29/6, às 19h

São Paulo em Hi-Fi (2013) (100’) Direção: Lufe Steffen
A noite paulistana é inspiração recorrente para o cineasta Lufe Steffen. Em A Volta da Pauliceia Desvairada (2012), o diretor traçou um panorama da diversidade sexual nas baladas da maior cidade do país, entrevistando seus frequentadores, entre gays, lésbicas, transexuais e drag queens, formando um amplo mosaico da vida noturna. Em sua mais recente película, o jornalista volta a se debruçar sobre o assunto. O novo trabalho propõe uma perspectiva histórica sobre a cena gay da metrópole, principalmente entre as décadas de 1960 e 1980, quando começaram a surgir as primeiras casas dedicadas exclusivamente a acolher e oferecer atrações especiais para esse perfil de público, até então carente e marginalizado por outros estabelecimentos.

A Visita (2015) (08’) Direção: Leandro Corinto

Leonardo Corinto discute a composição familiar de uma família homossexual neste curta-metragem vencedor de diversas láureas nacionais e internacionais de cinema – entre eles, prêmio de melhor ficção no Festival de Cinema Infantil de Florianópolis e de melhor curta-metragem estrangeiro no Festival de Cinema Independente de Los Angeles (Estados Unidos). Matheus (Kayky Gonzaga) mora com um tio que considera ser seu pai – ele nunca conheceu seu progenitor. O menino recebe a notícia de que finalmente seria apresentado ao seu pai biológico, mas questiona a necessidade de ter dois homens e nenhuma mulher na sua rotina. O reencontro familiar vai mostrar o verdadeiro significado da união para esse jovem.

Como Esquecer (2010) (100’) Direção: Malu Di Martino
A cineasta Malu Di Martino dirige uma obra sobre os desafios de quem precisa superar as dores do passado para buscar uma nova chance de encontrar a felicidade. Inspirado no livro Como Esquecer – Anotações Quase Inglesas, de Myriam Campello, o filme teve cenas rodadas no Brasil e na Inglaterra. No elenco, estão Ana Paula Arósio, Murilo Rosa, Natália Lage, Arieta Corrêa e Bianca Comparato. Exibido em diversos festivais, o título faturou os prêmios de melhor atriz (Ana Paula Arósio) e filme pelos júris oficial e popular no Festival de Natal; prêmio APCA de melhor atriz e ator (Murilo Rosa) no Festival de Cinema Brasileiro de Los Angeles (EUA) – todos em 2010. No ano seguinte, foi eleito melhor filme pelo júri popular no Festival Brasileiro de Montevidéu (Uruguai); e conquistou os troféus de melhor filme, atriz e fotografia no Rainbow Film Festival.

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