Blog do Maranhão

61% dos brasileiros já presenciaram discriminação contra homossexuais; 

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Pesquisa inédita revela que 61% dos brasileiros já presenciaram
algum tipo de discriminação contra casais homossexuais;  41% disseram presenciar atos de discriminação mais de uma vez por semana 

Uma pesquisa que acaba de ser divulgada revela como a sociedade brasileira se relaciona com  diferentes tipos de casais e mostra que ainda há um longo caminho a ser percorrido para que seja possível ampliar o entendimento e a aceitação das diferenças no País.

Encomendado pela marca Vick Vaporub, conhecido medicamento para alívio dos sintomas da gripe e do resfriado, ao instituto MindMiners, empresa especializada em big data,  o estudo variou perguntas abertas e de múltipla escolha, mostrou imagens de casais homossexuais, inter-raciais, com grandes diferenças de idade e de biotipos com rostos próximos ou lábios encostados. As pessoas foram questionadas sobre o que sentiam ao ver essa demonstração de amor.

Os destaques da pesquisa você confere a seguir:

  • Quando expostos a uma imagem de um casal homossexual masculino, e podendo assinalar até três alternativas, sentimentos como respeito (49%), amor (32%) e felicidade (27%) foram os mais assinalados. Entretanto, 21% disseram ter tido um sentimento de estranheza, 8% disseram sentir vergonha e 7% sentiram nojo.
  • Quando expostos a uma imagem de um casal homossexual feminino, sentimentos como respeito (49%), amor (34%) e felicidade (27%) também foram os mais assinalados. Entretanto, o sentimento de estranheza caiu para 19%, de vergonha para 7% e de nojo para 5%.
  • Na imagem em que o homem é muito mais velho que a mulher, respeito (39%) e amor (33%) foram os principais sentimentos despertados. O principal sentimento negativo assinalado foi de “interesse financeiro”, com 27%, seguido de “estranheza” com 19%.
  • Quando a mulher é muito mais velha que o homem, o sentimento mais assinalado foi o de respeito, com 38%, seguido de indiferença, com 29%. Os principais sentimentos negativos foram o de “estranheza”, com 25%, seguido de interesse financeiro, com 24%.
  • Quando expostos a uma imagem de um casal inter-racial, e podendo assinalar até três alternativas, sentimentos como amor (58%), respeito (55%) e felicidade (53%) foram os mais assinalados. Os sentimentos negativos foram quase nulos. Preocupação e estranheza receberam 1% das respostas.
  • Na imagem do casal com biótipos diferentes, sendo o homem magro e a mulher gorda, respeito (54%), amor (52%) e felicidade (44%) foram os sentimentos mais presentes. O principal sentimento negativo assinalado foi o de estranheza (5%), seguido de interesse financeiro (2%), pena, preocupação e vergonha com 1%.
  • Quando expostos a uma imagem de um casal com diferença de altura, sendo a mulher mais alta que o homem, sentimentos como respeito (43%), amor (39%) e indiferença (33%) foram os mais assinalados. Os principais sentimentos negativos foram o de estranheza (17%), seguido de interesse financeiro (3%) e compaixão (2%).
  •  Os casais homossexuais foram os únicos que despertaram expressivo sentimento de nojo em alguns entrevistados.
  • 59% das pessoas consideram natural a existência de todos os casais mostrados, enquanto 27% considera apenas parte deles naturais, mas dizem respeitar todos.
  • 7% consideraram estranho a existência de alguns casais e 6% disseram achar errado a existência de parte deles.
  • Dentre os heterossexuais, 50% disseram considerar natural a existência de todos os casais mostrados, enquanto que entre os homossexuais esse número sobe para 84%.
  • 41% dos entrevistados disseram achar um problema ter que explicar para uma criança o amor entre duas pessoas do mesmo sexo. Esse número cai para 20% quando o foco da pergunta é o amor entre casais de idades muito diferentes, e chega a 6% para casais inter-raciais.
  • Dentre os entrevistados homossexuais, 83% disse já ter sofrido algum tipo de discriminação na vida.
  •  61% dos entrevistados já presenciaram discriminação (insulto, violência moral ou física) por causa de preferência e orientação sexual. Quando questionados sobre a frequência desses atos, 41% disseram presenciar preconceito mais de uma vez por semana.
  • 66% consideram importante ou muito importante o apoio de marcas aos diferentes padrões de relacionamento e 24% disseram ser influenciados em sua decisão de compra por causa dessa representatividade.

A pesquisa ouviu 1 mil pessoas, no período de 1º a 5 de junho de 2017. Havia entrevistados de ambos os sexos, com faixa etária entre 18 e 65 anos. A pesquisa foi realizada nas cinco regiões geográficas brasileiras (Centro-Oeste, Nordeste, Norte, Sudeste e Sul), com pessoas das classes sociais A, B1, B2, C1 e C2.

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