Blog do Maranhão

Quem não adora o Rodrigo Hilbert?

No filme Quero ser John Malkovich (1999) é descoberta uma passagem secreta que dá acesso à mente do famoso ator norte-americano, onde é possível durante 15 minutos ver, literalmente, o mundo através de seus olhos. Houvesse uma enquete para adaptar à realidade brasileira o clássico cult haveria pouca margem de dúvida sobre quem seria o eleito nestas plagas para ter a mente devassada.

Qual na célebre canção de Chico Buarque, é o ator e apresentador Rodrigo Hilbert que anda nas cabeças, anda nas bocas. É por ele que andam suspirando pelas alcovas, ou que fantasiam os infelizes. Catapultado ao patamar de modelo de ‘marido, pai, companheiro de tarefas domésticas e cozinheiro’ (sem falar nos invejáveis dotes físicos ), Hilbert tornou-se unanimidade nacional. Ou quase. Desejado por elas, padrão de parceiro que reúne em doses similares a rudeza da testosterona com a delicadeza do cavalheirismo; estranhado por eles, justamente pela pouca probabilidade funcional de sua mistura de doçura e virilidade.

Não bastassem as desconfianças sobre o quão real teria de sua personalidade no que é mostrado, Hilbert viu-se há pouco em meio a uma polêmica, que conferia à sua ascendência polonesa (e consequentes traços europeus) o protagonismo que lhe foi dado. Nada que cause estranhamento a quem é o centro das atenções. Ou, como diz o ator Gregório Duvivier no vídeo Salvador, recém-lançado pelo Salvador, e que teve mais 700 mil views em 24 horas: “Quem não adora o Rodrigo Hilbert?”

Émerson Maranhão é Editor de Conteúdo do Núcleo de Audiovisual

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