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“Agora sou a bissexual, a lésbica”, diz Bruna Linzmeyer

Capa da revista Trip de outubro, a atriz Bruna Linzmeyer fala sobre sua sexualidade, liberdade de gênero e machismo. Confira algumas frases da entrevista

“Eu me apaixono por pessoas”. Foi com essa frase que a atriz Bruna Linzmeyer, de 24 anos, se definiu durante a Casa Tpm deste ano. Enfrentando uma multidão de julgadores após se assumir bissexual e namorar uma mulher, Bruna luta ao máximo contra todos os preconceitos. No ar com a novela global, A Força do Querer, a atriz ouviu de muita gente para não se assumir. Ficou com medo, mas afirma que vive com o coração, portanto, se assumiu e deixa claro que não tem problema em beijar a namorada em público, mesmo se isso render uma foto e uma notícia. Logo após que assumiu seu relacionamento, em março de 2017, enfrentou uma série de ataques homofóbicos nas redes, e atualmente, é uma das atrizes que levantam a bandeira de que o amor não tem gênero.

TORNA-TE QUEMTU ÉS
De maneira natural tal qual a sua própria beleza, Bruna Linzmeyer vive e inspira a mudança de paradigmas da sociedade e, com a sua liberdade, dá voz a quem não tem.

“Agora sou a bissexual, a lésbica… bom, é o que eu sou e é estranho que o mundo se assuste com verdades”

A atriz fala da reação das pessoas com a sua bissexualidade.

“Fico muito feliz quando encontro pessoas que me dizem que quem eu sou afeta a vida delas; mas eu só estou vivendo com o coração.”

E dá seu parecer sobre como se sente em relação ao machismo.

“O machismo me atazana, me atravessa, faz meu estômago revirar e me impulsiona nessa caminhada porque me faz não ficar parada”.

Bruna também explica que não se priva de viver sua vida. 

“Nunca deixei de beijar uma mulher em um restaurante ou na praia porque alguém poderia bater uma foto e isso virar notícia”

Por fim, fala do quanto é importante os artistas se posicionarem contra assuntos polêmicos.

“Eu fico assustada, um pouco encantada, de como o artista tem voz. As pessoas escutam o que a gente diz e, de algum jeito, têm algum carinho. Existe um canal aberto que é um fluxo de afeto, de identificação, a gente tem que usar isso. Estamos querendo uma coisa um pouco melhor, algo mais democrático, mais igual”.

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