Blog do Maranhão

Três razões para não esquecer 1º de março

A olhos alheios, parece pouco, quase nada. A olhos intolerantes, privilégios desmedidos e inadmissíveis. Aos que estão no olho do furacão, o reconhecimento mais que devido de direitos mínimos, e a sinalização que tempos melhores começam a chegar. O primeiro dia de março imortalizou-se como um marco nacional na inclusão da população trans.

A história dele se lembrará como a data em que o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou que transexuais e transgêneros mudem o nome e o gênero no registro civil sem precisar se submeter à cirurgia de redesignação sexual. E sem depender de um laudo médico para atestar sua condição, nem qualquer outro tipo de comprovante. Bastando para isso autoproclamar-se como tal.

Também será motivo de lembrança por ser o dia em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) permitiu que candidatos trans possam usar o nome social na urna eletrônica, um direito que já era comum a tantos candidatos cis, que se registram como “Doutora Tal” ou “Pastor Y”.

Por fim, também é o dia em que a Câmara de Fortaleza aprovou a criação do Dia Municipal de Enfrentamento à Transfobia, homenagem mais que merecida a Dandara dos Santos e tantas que a antecederam e a sucedem em seu martírio.

Talvez sejam as tais águas de março, que lavaram Fortaleza ao longo de ontem, mas tantas notícias boas juntas soam como promessa de vida no meu e em vários corações que lutam pela aceitação do outro e inclusão das diversidades.

 

ÉMERSON MARANHÃO COLUNISTA DA CENA G emerson@opovo.com.br

Recomendado para você