Blog do Maranhão

Precisamos falar sobre Jennifer

Se o nobre leitor mora no Brasil, dificilmente, desconhecerá que o nome dela é Jennifer. Na semana que passou foi praticamente impossível ignorar o primeiro fenômeno midiático do ano. Os versos do refrão da música chiclete da temporada reverberaram para além das rádios, plataformas de streaming e programas de TV.

Como todo fenômeno congênere que se preze, a canção virou memes (muitos e múltiplos) fartamente compartilhados por WhatsApp. Salvo engano, os dois últimos prodígios desta seara haviam sido o Gemidão e o Negão, ambos com o sobrenome do aplicativo. Pois Jennifer se instalou confortavelmente ao lado deles nesta espécie de “Olimpo virtual”.

Mas não só. Pautou discussões sobre empoderamento feminino, desconstrução de padrões de beleza e apps de relacionamento. O clipe da música é campeão de visualizações no YouTube, ultrapassando a marca de 109 milhões de views.

Cena do clipe do hit, com o cantor Gabriel Diniz entre a atriz Mariana Xavier e a ex-BBB Aline Gotschalg

Por mais incomodado que você esteja com a pletora de Jennifer ao redor, imagine que poderia ser pior. Você poderia ter sido o primeiro a gravar o futuro hit e tê-lo tirado do repertório porque a letra desinibida não combina com a pegada “homem de família” que você vem adotando. Pois é, foi o que aconteceu com o cantor Gusttavo Lima.

Se uma Jennifer incomoda muita gente, essa profusão exponencial de Jennifers deve incomodar Gusttavo muito mais. No entanto, até nisso Jennifer bombou. Quem manda, em pleno 2019, bancar o falso moralista e achar que insinuações de estripulias sexuais com um contatinho do Tinder iriam chocar as plateias?

Émerson Maranhão é Jornalista do O POVO

 

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