Blog do Maranhão

‘Inferninho’ e ‘O Barco’ estarão em mercado internacional de cinema em Berlim

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Os dois longas estão entre os 11 filmes brasileiros que a agência Zag apresentará no EFM 2019 – European Film Market, que é realizado em fevereiro junto a Berlinale

A Zag, nova agência de vendas especializada no cinema brasileiro, apresenta os filmes que levará para o EFM 2019 – European Film Market, que será realizado de 7 a 15 de fevereiro junto ao Festival de Cinema de Berlim. Serão 11 longas nacionais, entre ficções e documentários, realizados em diferentes estados, explorando a diversidade da produção cinematográfica no País.

Os filmes que estarão no EFM 2019 apresentam a diversidade do cinema brasileiro como os filmes dos cearenses Guto Parente e Pedro Diógenes (Inferninho) e Petrus Cariry (O Barco); da goiana Brunna Laboissière (Fabiana), a dupla de cineastas baianos Ary Rosa e Glenda Nicácio (Ilha), o pernambucano Tiago Melo (Azougue Nazaré); os mineiros Tiago Mata Machado (Os Sonâmbulos), João Borges (Rua Guaicurus), Cao Guimarães (Espera), e Sergio Borges (Coiote); o paulista Cristiano Burlan (Elegia de um Crime), além de importante cineasta carioca Júlio Bressane (Sedução da Carne).

A Zag é uma iniciativa da empresa Zeta Filmes, distribuidora de cinema internacional no Brasil e produtora cultural de festivais como o Indie Festival. A Zag tem em sua concepção e conteúdo as diretoras Daniella Azzi e Francesca Azzi, Eduardo Garretto Cerqueira como Diretor Executivo, e no conselho curador se juntam a eles também Gustavo Beck e Roberto Moreira dos S. Cruz.

Confira os filmes que estarão no European Film Market:

Inferninho, de Guto Parente e Pedro Diógenes (2018 Ceará/Brasil, Drama, 82’)

Deusimar é dona do Inferninho, um bar escuro e degradado que é refúgio de sonhos e fantasias. Seu sonho é deixar tudo para trás e ir embora para qualquer lugar distante, o mais longe possível daquele lugar. Apaixonar-se por Jarbas – o marinheiro bonito que chega ao bar com o sonho de encontrar um lar – vai mudar completamente sua vida e a vida dos empregados do bar: Luizianne, a cantora; Coelho, o garçom; e Caixa-Preta, a faxineira.

O Barco, de Petrus Cariry (2018 Ceará/Brasil, Drama, 72’)

Uma mulher, de uma comunidade de pescadores no Ceará, tem 26 filhos. O nome de cada filho corresponde a uma letra do alfabeto. Ela decifra o futuro a partir deles, da chegada de um misterioso barco e de uma mulher que vem pelas águas. O destino dessa comunidade será alterado por esses acontecimentos.

 Azougue Nazaré, de Tiago Melo (2018, Pernambuco/Brasil, Drama, 82’)

Num imenso canavial que parece não ter fim, numa casa isolada, moram o casal Catita e Irmã Darlene. Catita esconde que participa do Maracatu. Darlene é fiel da igreja do Pastor Barachinha, um antigo mestre de maracatu convertido à religião evangélica, que se vê na missão de expulsar o demônio do Maracatu, evangelizando toda a cidade. Em meio ao canavial, um Pai de Santo pratica um ritual religioso com cinco caboclos de lança. Os caboclos ganham poderes, incorporam entidades e desaparecem. A cidade de Nazaré da Mata testemunha acontecimentos misteriosos..

Coiote, de Sérgio Borges (2018, Minas Gerais/Brasil, Drama, 70’)

André é um homem em crise vivendo isolado em uma casa na floresta. As forças da natureza abraçam seu corpo enquanto ele se afoga em seu mundo interior inquieto. Entre a insônia e os sonhos, André é assombrado por seu passado. Ele deseja se desconstruir, curar sua tristeza e assumir a responsabilidade por seus atos. Ele se coloca diante do abismo onde deve abraçar seus fantasmas e mudar sua pele para sobreviver.

Elegia de um Crime, de Cristiano Burlan (2018, São Paulo/Brasil, Documentário, 92’)

 Uberlândia, Minas Gerais, 24 de fevereiro de 2011. Isabel Burlan da Silva, mãe do diretor, é assassinada pelo parceiro. “Elegia de um crime“ encerra a “Trilogia do Luto“, que aborda a trágica história da família. Burlan embarca numa jornada pessoal que o conduziu ao coração de um círculo de violência em torno dos bairros da periferia paulistana – como o Capão Redondo, onde morou com a família. Diante da impunidade, o documentário mergulha numa viagem vertiginosa para reconstruir a imagem e a vida de Isabel.

Fabiana, de Brunna Labossière (2018, Goiás/São Paulo/Brasil, Documentário, 89’)

Fabiana é uma experiente caminhoneira transexual que se prepara para deixar as estradas. O documentário a acompanha bem de perto, sua última viagem antes de deixar para trás suas aventuras na estrada e encarar sua aposentadoria.

Rua Guaicurus, de João Borges (2018, Minas Gerais/Brasil, Documentário, 75’)

A Rua Guaicuru (Belo Horizonte), local conhecida por abrigar um dos maiores complexos de prostituição do Brasil, e que funciona  regularmente desde a década de 50. Atualmente mais de três mil trabalhadoras do sexo frequentam a região. A convivência intensa permitiu o desenvolvimento de relações extremamente complexas entre estas mulheres que protagonizam, diariamente, uma série de situações inusitadas neste ambiente hostil.

Ilha, de Rose e Glenda Nicácio (2018, Bahia/Brasil, Drama, 94’)

Emerson, jovem da periferia, quer fazer um filme sobre a sua história na Ilha, onde quem nasce nunca consegue sair. Para isso, ele sequestra Henrique, um premiado cineasta. Juntos, eles reencenam a vida, mas com alguma licença poética.

Sedução da Carne, de Julio Bressane (2018, Rio de Janeiro/Brasil, Drama, 69’)

Uma mulher refinada desiste de sair de casa após a morte do marido. A viúva, que só conversa com seu papagaio de estimação, começa a ser perseguida por nacos de carne.

Os Sonâmbulos, de Tiago Mata Machado (2018, Minas Gerais/Brazil, Drama, 110’)

Era um pequeno grupo de demolidores de mundo. Perdidos na multidão, mas ligados uns aos outros, viviam na solidão da clandestinidade, às voltas com suas contradições: amavam a vida humana, mas desprezavam a própria vida. Estavam prontos ao sacrifício. Niilismo, melancolia, traição, desespero: consciências trágicas em uma longa viagem ao fim da noite. Um conto de amor e de morte, em um mundo em que o estado-de-exceção veio a se tornar regra e os últimos dias da humanidade não terminam nunca.

Espera, de Cao Guimarães (2018, Minas Gerais/Brasil, Documentário, 80’)

A espera e o seu eterno diálogo com o tempo, sob diferentes manifestações: filas do dia a dia, os minutos frívolos antes da chegada do trem, os momentos que sucedem uma aguardada cirurgia de redesignação de gênero ou, até mesmo, a expectativa pelo fim dos tempos.

 

 

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